Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 03/10/2018
Gravidez na adolescência
A adolescência, idade abrangida, segundo a Organização Mundial da Saúde, entre 10 e 19 anos, é uma época de várias descobertas. Nela, o adolescente passa por várias transformações, sendo elas mentais, emocionais e físicas. O pico nos níveis hormonais, por exemplo, pode levar ao início da vida sexual, que pode acarretar uma gravidez precoce. Com isso, observa-se o aumento de doenças sexualmente transmissíveis e uma elevada taxa de gravidez em adolescentes com menos de 20 anos.
Uma pesquisa realizada pela ONU( Organização das Nações Unidas), mostrou que o Brasil possui 68,4 bebês nascidos de mães adolescentes a cada mil meninas de 15 a 19 anos. A gravidez indesejada, muitas vezes, ocorre pela falta de conhecimento dos jovens em relação aos métodos contraceptivos e como usá-los, dificuldade de acesso a esses preservativos, início de vida sexual cada vez mais precoce, entre outros.
A gravidez na adolescência pode trazer muitas consequências, tanto para a grávida quanto para o bebê. Além de uma gravidez de risco, sendo a mãe suscetível a várias doenças, muitas adolescentes abandonam a escola para cuidar do filho, o que aumenta o risco de desempregos e dependência econômica dos familiares. Esses fatores contribuem para a perpetuação da pobreza, baixo nível de escolaridade, abuso e violência familiar, tanto para a mãe como para a criança. Ainda, a ocorrência de mortes na infância é alta em filhos nascidos de mães adolescentes.
A melhor forma de se evitar uma gravidez indesejada é se informar adequadamente antes de começar a vida sexual. Meninos e meninas devem conhecer os métodos anticoncepcionais. A camisinha é o mais comum, sendo mais barata e mais fácil de utilizar. Além de uma gravidez indesejada, ela também protege contra doenças sexualmente transmissíveis. Mas também existem muitos outros métodos igualmente eficazes como o método da barreira, métodos comportamentais, métodos hormonais, entre outros. Outro meio é investir em políticas, programas e ações que conscientizem os jovens sobre a gravidez precoce e DSTs(Doenças Sexualmente Transmissíveis).
Levando-se em consideração os aspectos apresentados, a gravidez na adolescência é, portanto, um problema que deve ser levado muito a sério, pois, além de todos os problemas para a mãe e a família, é a vida de uma criança que está em risco, podendo trazer graves consequências ao futuro desses jovens e a vida dessas crianças.