Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 01/10/2018
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito a saúde, educação e ao bem-estar social. Conquanto, a problemática gravidez na adolescência impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, esse desafio deve ser superado de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
A educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema publico de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido na problemática gravidez na adolescência. Segundo a doutora Philippa Gordon, pediatra da cidade de Nova York, hoje as adolescentes não recebem aulas de educação de saúde sobre prevenção da gravidez com ênfase necessária. O resultado disso, no caso do Brasil, é que a taxa de gravidez precoce está acima da média da América Latina, e isso certamente e preocupante.
Faz-se mister, ainda, salientar o descaso do poder público em relação as adolescentes que se encontram gravidas. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da modernidade liquida vivida no século XXI. Diante disso, os problemas de saúde, principalmente psicológico, decorrente da gravidez precoce são avassaladores, isso sem falar do assunto aborto, e perante essa situação, essas jovens se encontram desassistidas pelo Estado.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Destarte, o ministério da educação deve instaurar nas escolas, disciplinas que tratem entre vários temas a importância da prevenção da gravidez precoce é de como faze-la, com proposito de reduzir a taxa alarmante de gravidez na adolescência. O ministério da saúde deve energizar na atenção básica a atenção para essas jovens mães, através da assistência médica e psicológica, com intuito de amenizar os problemas durante e depois da gravidez. Se efetuadas essas ações, os problemas podem ser atenuados.