Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 02/10/2018
De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, a quantidade de adolescentes grávidas no Brasil caiu 17% nos últimos anos, porém, um relatório recentemente divulgado pela Organização Mundial da Saúde revela que o país apresenta taxa de gravidez na adolescência acima da média latino-americana. Apesar da queda, esse continua sendo um tópico bastante preocupante para o país. É cabível a discussão como os setores sociais influenciam na gravidez precoce e é importante ressaltar que esse continua sendo um assunto pouco discutido nas escolas brasileiras.
Em primeiro lugar, é de conhecimento geral que com a globalização surgiu um crescente acesso à informação. Porém, esse excesso de informação e liberdade levaram a banalização de assuntos como sexo. A disponibilidade de produtos de cunho pornográfico aumentou, e cada vez mais cedo os adolescentes têm acesso a esses produtos. Consequentemente, também diminui a faixa etária em que os jovens dão início a uma vida sexual. Essa liberdade sexual acompanhada de falta de limite e responsabilidade pode resultar em gravidez na adolescência.
Dessa maneira, é fundamental mencionar que grande parte das escolas ainda não possuem o hábito de discutir questões de cunho sexual, como consequência, esses assuntos ficam restritos à feiras de ciência e semanas temáticas, e, mesmo quando o assunto é abordado, é dado uma maior orientação acerca das doenças sexualmente transmissíveis do que sobre como usar métodos contraceptivos da maneira correta para evitar a gravidez.
Mediante essas informações, se faz necessário que medidas sejam tomadas para que o número de adolescentes grávidas continue a abaixar. Para isso, é imprescindível que programas como Saúde na Escola continuem atuando e oferecendo informações de saúde e educação sexual. Além disso, é essencial que o governo aumente a disponibilidade de preservativos em farmácias e postos de saúde, visando principalmente áreas de vulnerabilidade econômica.