Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 29/09/2018

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Contanto, a gravidez na adolescência impossibilita que uma boa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver essa inercial problemática, para que uma sociedade integrada seja alcançada.

A estrutura da pirâmide etária da população brasileira tem se assemelhado às pirâmides de países desenvolvidos, caminhando para uma redução das taxas de natalidade e envelhecimento da população. Contudo, a realidade que temos ainda não mostra um cenário ideal, pois a redução na natalidade, equacionada pelo modo de vida atual, ainda não conseguiu atingir grande parte da população mais jovem. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o Brasil tem uma das maiores taxas de gravidez adolescente do mundo, com 68,4 nascimentos para cada 1000 meninas de 15 a 19 anos, ante taxas menores do que 15 em países desenvolvidos, como o Canadá. Tal fato se explica pela sexualização precoce de nossas crianças e adolescentes. Hodiernamente, há um bombardeamento da mídia, por meio de novelas, músicas, filmes, etc. com conteúdo sexual. Com isso, crianças aprendem desde cedo sobre o sexo de uma maneira errada, não na escola, mas pela mídia que incita o ato.          Outrossim, destaca-se o descaso do governo como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada a exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que, num meio onde é comum que adolescentes engravidem, a gravidez precoce deixa de ser um problema e passa a ser encarado com naturalidade. De certo, isso acontece porque o Estado ainda tem um curto alcance no que tange à educação sexual nas escolas, sobretudo, às informações sobre riscos e consequências que uma gravidez pode trazer para a vida dos adolescentes, principalmente das meninas, pois as chances de crescimento psicossocial são afetados, bem como os planos de estudo e trabalho.            Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Dessa maneira, urge que Ministério da Saúde deve atuar mais fortemente na prevenção da gravidez precoce, por meio  da realização de campanhas anuais que abordem o assunto nas escolas, com a distribuição de anticoncepcionais que não tenham tantos efeitos colaterais, com o acompanhamento de ginecologistas capacitadas que dissertem sobre uma relação sexual segura, promovendo assim a busca por um cenário ideal, onde adolescentes possam estudar, e não ter outra vida sob responsabilidade. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora das condições educacionais e sociais desse grupo.