Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 19/10/2018
O filme, americano, Juno relata a experiência de uma adolescente que, por meio do descuido na relação sexual, engravida e passa a ser julgada pela sociedade. Nesse sentido, a gravidez precoce, no Brasil, também é evidente, principalmente quando relacionada à desinformação sobre educação sexual e a vulnerabilidade social. Sendo assim, deve-se analisar essas problemáticas e buscar soluções ágeis e contínuas.
Primeiramente, vale ressaltar que a educação sexual é mencionada de maneira superficial e rápida nas escolas. Por ser um tema íntimo muitos educadores não aprofundam no assunto, visto que julgam os alunos imaturos para tal discussão. Entretanto, essa atitude gera o sentido oposto, no qual o estudante acha que sabe o suficiente sobre a sexualidade e as prevenções existentes e acaba por se descuidar durante a relação sexual. Segundo dados do Ministério da Saúde, mesmo com um decréscimo de números, o Brasil ainda apresenta 17% de grávidas entre os 15 e 19 anos, o que confirma a falta de percepção do adolescente sobre a sexualidade.
Outrossim, a vulnerabilidade social também é um fator no acréscimo de casos no Brasil. É notório que os locais onde mais ocorrem gravidez precoce são os com menor investimento e infraestrutura, acarretando a falta de perspectiva sobre o futuro, visto que o ambiente em que os jovens
vivem não há oportunidades de crescimento profissional. A exemplo, têm-se o programa Profissão Repórter, que mostrou os índices graves de gravidez na adolescência nas regiões mais pobres do país, como o Acre.
Portanto, debater sobre o assunto é necessário e urgente. O Ministério da Educação, junto com hospitais municipais, deve elaborar um grade curricular que aprofunde sobre a educação sexual, por meio de debates contínuos durante o ensino médio, trabalhos avaliativos e palestras abertas à comunidade com especialistas, afim de reduzir os casos de gravidez na adolescência e começar um diálogo social. Ademais, ONG’s voltadas para a educação devem oferecer cursos de capacitação em locais vulneráveis, por meio de campanha porta a porta, buscando a expectativa juvenil.