Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 24/10/2018

A ONU(Organização das Nações Unidas) marcou o dia 26 de setembro como o dia mundial da prevenção à gravidez na adolescência. Contudo, no Brasil, essa problemática é recorrente em razão da falta de informação e imprudência experimentada por milhares de jovens. Consequentemente, a perpetuação da miséria, a fragilização da saúde e a interrupção dos estudos são os frutos dessa mazela social que afeta a sociedade e, portanto, precisa ser desconstruída.

A priori, a gravidez na adolescência fragiliza a saúde da mulher. A estrutura corporal da adolescente não está totalmente formada antes dos 21 anos, desse modo a gestação se torna um desafio visto que a formação uterina não esta totalmente completa, o que pode oferecer riscos tanto para a  mãe quanto à criança. Nesse âmbito, dados da OMS(Organização Mundial Da Saúde) atestam que a chance de complicações no parto de adolescentes é 50% maior que no de mulheres de 20-29 anos, além de possuírem, também, crianças com a saúde mais vulneráveis. Assim, medidas de prevenção à gravidez precoce se fazem vitais para garantir a saúde da mulher.

Por outro lado, o número de gestantes adolescentes é um indicador socioeconômico. A esse respeito, a OMS afirma, também, que 95% das gravidez entre 15-19 anos são em países subdesenvolvidos ou emergentes provando a eficiência dos países ricos em frear essa situação em razão da melhor educação, saúde e disseminação de informações. Logo, a maioria esmagadora dessas jovens mães estão na pobreza e a gravidez, muitas vezes, promove a evasão escolar e  torna a miséria parte da vida de seus filhos também. Com efeitos negativos na sociedade, é importante que a gestação precoce seja evitada.

É importante, pois, que a iniciativa da ONU seja aplicada veementemente no Brasil. Para tal, o Ministério da Saúde aliado ao da Educação devem unir forças no combate à essa problemática enviando durante o mês de setembro enfermeiros e médicos às escolas que, por meio de palestras, apresentem os métodos contraceptivos, problematizem a sua não utilização sob pena de gravidez e, sobretudo, frisem a dificuldade e riscos que uma gestação precoce oferece. Procedendo dessa maneira, muitas gravidez poderão ser evitadas por meio da informação, pois como afirma o filósofo Immanuel Kant:o indivíduo é aquilo que a educação faz dele.