Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 28/09/2018
Segundo a Organização Mundial da Saúde, é caracterizada gravidez precoce toda e qualquer gestação que ocorre entre 10 e 19 anos. Hodiernamente, observa-se que, no Brasil, essa questão vem sendo palco de sérios debates. São causas da maior evidência dessa questão a ausência políticas públicas voltadas para a saúde sexual dos jovens, bem como o desconhecimento sobre o uso de métodos contraceptivos. Assim sendo, cabe aquilatar quais as razões que coadjuvam essa questão.
Preliminarmente, é preciso entender que a ausência de políticas públicas voltadas para o início da vida sexual dos jovens são pouco trabalhadas pelo Governo. Sem políticas que acompanhem e informem, as jovens acabam iniciando as atividades sexuais sem as devidas proteções, o que ocasiona o quadro de gravidez precoce. Um relatório divulgado pela OMS demonstra que, no Brasil, a taxa de nascimentos é considerada alta, com cerca de 68,4 nascidos de mães adolescentes a cada mil meninas com idades entre 15 e 19 anos. Esse quadro auxilia para a demonstração das consequências do início da vida sexual sem a devida preparação.
Além disso, a falta de conhecimento por parte das jovens sobre o uso de métodos contraceptivos são engajadores desse imbróglio. Isso transcorre essencialmente pela ausência de debates sobre maneiras de proteger-se tanto da gravidez, tanto de doenças sexualmente transmissíveis. A ausência desses debates entre família, escola e sociedade para com os jovens traz um maior agravamento da questão, uma vez que sem o conhecimento prévio de usos de métodos contraceptivos as jovens acabam expostas as consequências da não proteção, como exemplo disso, a própria gravidez. Segundo o filósofo alemão Theodor Adorno, quanto mais esclarecido é um indivíduo, mais esclarecida é a sociedade. Logo, tomando como norte a máxima do autor, para transpor as barreiras da gravidez precoce é necessário levar conhecimento para os jovens.
À vista disso, devidas diligências carecem ser tomadas. Destarte, o Governo, por intermédio do Ministério da Saúde, deve, em parceria com o Ministério da Educação, criar um plano nacional contra a gravidez precoce, estabelecendo em escolas, postos de saúde e hospitais, debates com profissionais da área, aulas de educação sexual e oferecimento gratuito dos dispositivos de proteção sexual (camisinhas, pílulas e etc), visando que com essas políticas públicas de saúde aconteça maior discernimento de conhecimento sobre o uso de métodos contraceptivos entres os jovens, a família e a sociedade, visando a diminuição no registro de gestações precoces. Logo, pode-se afirmar a pátria possui mecanismos exitosos para resolução dessa questão.