Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 24/10/2018

A Constituição Federativa do Brasil, de 1988, prevê que todo cidadão tem direito a educação. Essa que, no entanto, é muito conservadora, e muitos assuntos deixam de ser abordados por serem considerados tabus. Desse modo, infelizmente,conversas sobre gravidez precoce e as doenças sexualmente transmissíveis quase não aparecem no seio familiar e nas escolas. Isso que, colabora e evidência a prenhez na adolescência .

Primeiramente, muitos brasileiros acreditam que falar sobre educação sexual vai incentivar a libido e a curiosidade pelo sexo. Contudo, é exatamente o contrário, pois o conhecimento leva à prevenção. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, 66% dos casos de gravidez na adolescência são indesejados. Fato esse que poderia ser evitado se a percepção da importância do preservativo, por exemplo, fosse discutido com seriedade que merece, e diminuir o abandono da escola por gravidez.

Além disso, os jovens estão cada vez mais cada vez mais expostos a conteúdos com conotações sexuais, implícitos ou não, veiculados nas diversas mídias. Assim, crianças e jovens tem seus sentidos aguçados, o que é natural, mas não tem educação para lidar com isso. Somando-se a esses fatores as condições sociais e a falta de um diálogo nas instituições base dos indivíduos, família e escola, prejudica a prevenção à gravidez na adolescência. Sendo, então, um potencializador que atinge os de áreas mais expostas a pobreza e a desigualdade.

Portanto, para que a a Carta Magna do Brasil seja respeitada, é necessário que que todos os temas sejam abordados. No que diz respeito à gravidez na adolescência, que é um problema no país, é importante que as escolas, em parceria com Ministério da educação tenham uma disciplina de educação sexual em uma grade curricular. Isso que resultará no conhecimento do corpo e das prevenções para com ele. Além disso, devem disponibilizar palestras com especialistas- ginecologistas, psicólogos, por exemplo-, nas intuições de ensino e para os familiares. Assim, teremos uma geração ciente  com números de prenhez precoce indesejada menor.