Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 22/10/2018
Na época em que nossos antepassados se casavam e constituíam família cedo, o conceito de gravidez precoce era aparentemente algo normal. Tão logo as meninas tornavam-se biologicamente prontas para ter filhos, sendo considerado como um marco transitório. Hodiernamente, mesmo depois de inúmeros avanços, a questão ainda se faz presente, porém problematizada socialmente, uma vez que geram impactos diretos com sua vida afetando diretamente saúde, estudos e sua situação financeira. Tendo destaque principalmente em populações que vivem em condições de vulnerabilidade, diz Carissa F. Etienne, Diretora da OPAS.
Cabe ressaltar ainda que, embora algumas sociedades fossem comum ser mãe numa idade muito nova, é indubitável que uma gravidez na adolescência geralmente é considerada de alto risco, existindo maior chance de um parto prematuro, além de baixo peso ao nascer. Desse modo, o corpo da adolescente não está precisamente formado para suportar, sem complicações, o desenvolvimento de um bebê durante nove meses. Com a alta pressão psicológica e social sob o indivíduo, que encontra-se em processo de mudanças e adaptações, é comum que ocorra desistência de alguns fatores essenciais em sua vida, como estudos, dificultando sua inserção no mercado de trabalho futuramente, já que este não é o padrão desejado pelo mercado.
Apesar da relatividade dos casos, na maioria das vezes, o descuido levado a gravidez, é a falta de informação e reforços da importância dos métodos contraceptivos, que atrelado a negligência familiar, junto com a ineficiência do poder público, se tornam grandes agravantes para a proliferação do problema.
A fim de contornar tal situação, familiares devem ficar atentos, assim que notarem mudanças físicas e comportamentais no indivíduo, deve ser iniciado uma conversa referente a relações sexuais dando liberdade para se expor de forma natural. Caso o incidente já tenha ocorrido, devem dar auxílio e suporte, direcionando e motivando a jovem, tanto financeiramente quanto socialmente a permanecer com seus objetivos e sonhos. Também sendo essencial que a Secretaria Municipal da Saúde amplie e divulgue a importância dos métodos contraceptivos e problemas sujeitos caso não cumpridas, sendo feita através de mídias sociais, rádios e TVs. Para aquelas já gestantes, o Sistema Único de Saúde (SUS) deve fornecer atenção especial, já se tratando de uma gravidez com riscos, devem ter direito a psicóloga, assistente social e outras especialidades. Com objetivo de dar suporte e conscientizar cada vez mais jovens e seus responsáveis para que se permitam entender, que a mudança é inevitável, mas está em nós controlar o seu conteúdo e direções, assim dito por Indira Gandhi.