Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 08/10/2018

Segundo o Ministério da Saúde, 66% dos casos de gravidez na adolescência são indesejados e que, para reduzir esses casos, investe em políticas educativas em saúde e em ações para o planejamento reprodutivo. Entretanto, apesar das medidas já existentes, o índice ainda é alto e merece atenção. Nesse contexto, deve-se analisar como a ausência de educação sexual e a vulnerabilidade social influenciam na problemática em questão.

Em primeiro plano, é necessário entender como a desinformação sexual é a principal causa da gravidez precoce no Brasil. Isso porque a sexualidade é, muitas vezes, vista como um tabu e não é discutida, tal fato deriva de uma crença equivocada das escolas, junto às famílias, de que instruir adolescentes sobre prevenção sexual pode encorajá-los a se tornarem sexualmente ativos. Prova disso, é que de acordo com o jornal Rede Minas, apenas 3 a cada 10 adolescentes já tiveram uma conversa sobre sexualidade com os pais, em decorrência, aumentam as ocorrências de gravidez precoce e indesejada no país.

Atrelado a isso, a vulnerabilidade social de diversos jovens brasileiros é outra impulsionadora do problema. Visto que, pessoas com difícil contexto socioeconômico apresentam, muitas vezes, baixo grau de escolaridade, falta de informação e falta de planejamento. Com isso, ocorre aumento da evasão escolar e manutenção do ciclo da pobreza, pois é difícil obter boas ocupações no mercado de trabalho sem uma boa escolaridade. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, mais de 75% das mães adolescentes abandonam as escolas.

Torna-se evidente, portanto, que a questão da gravidez precoce no Brasil precisa ser revisada. Em razão disso, cabe às escolas e à família dialogar sobre educação sexual, a fim de desmitificar a questão e prevenir, a partir de informação, a gravidez na adolescência. Ademais, devem ser ofertadas mais quantidades de creches pelo governo, junto ao Ministério da Educação, para que as mães possam reingressar aos estudos por meio do Ensino de Jovens e Adultos(EJA) e, consequentemente, ao mercado de trabalho. E, quem sabe assim, os índices de casos de gravidez na adolescência venham diminuir no país.