Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 05/09/2018

Durante a Idade Média, época em que a expectativa de vida era cerca de 30 anos, muitas mulheres iniciavam o processo reprodutivo precocemente devido a essa baixa taxa, fato que tornou os partos na juventude ato comum durante esse período. Hoje, mesmo transcorrido séculos desde então e as médias de vida máxima crescido, nota-se que a falta de informação e a falta de programas de planejamento familiar tornam a gravidez na adolescência uma problemática em evidência no Brasil. Desse modo, é fulcral analisar como abrandar o embate no Brasil.

A priori, convém ressaltar que a gestação precoce tem origem, principalmente, na insuficiência de informações dadas aos jovens em relação ao cuidado tangente à pratica de relação sexual e suas possíveis consequências. Nesse prisma, percebe-se que o Estado Brasileiro carece no fornecimento de informação aos jovens e que os adolescentes pouco se interessam sobre a temática, uma vez que, de acordo com dados divulgados pela Organização das Nações Unidas (ONU), a média do número de grávidas menores de 19 anos no Brasil é superior à média da America Latina. Portanto, assim como estudado pelo teórico austríaco Ludwig Von Mises, para que as ações das pessoas sejam corretas é preciso o meio adequado e o estímulo apropriado, ou seja, garantir a informação e o incentivo.

Outrossim, em uma análise mais extensiva, infere-se que, além de não prevenir o problema, o sistema brasileiro demonstra-se incapaz de tratar as consequências da gravidez na adolescência. Isto é, para um efetivo funcionamento do complexo social, é mister a existência de programas de planejamento familiar que garantam assistência às jovens gravidas precocemente, caso contrário ao do Brasil, que compara-se, no viés de planejamento familiar, à países da africa subsaariana. Essa realidade, sendo assim, ressalva as premissas da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável da ONU, que afirma que para o harmônico progresso social é preciso, além dos acordos e normas, o efetivo exercício das incumbências dadas ao Estado: a segurança materna, neste caso. Verifica-se, desse forma, a imprescindibilidade do planejamento familiar na solução do impasse.

Compreende-se, pois, a primordialidade da informação e da assistência como intermédio para a atenuação da problemática. Dessarte, urge que o Ministério da Saúde, com apoio do Ministério da Educação e Cultura e do Conselho Tutelar, elaborem um programa de educação familiar nas escolas, com a ajuda de psicólogos para ajudar as já mães, cartilhas informativas sobre a necessidade do uso de preservativos como meio de prevenção e como agir e a quem recorrer quando descobrir a gravidez como método para atenuar os efeitos. Com isso, o Brasil tornar-se-á afastado da problemática medieval relacionada à reprodução na adolescência.