Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 05/09/2018
Brasil precoce
É inegável que uma gravidez precoce pode ocasionar consequências emocionais,sociais e econômicas para a saúde da mãe e da criança.Constata-se, nos países emergentes um elevado índice de gestações não planejadas na juventude.Desse modo,faz-se necessária uma reavaliação da gravidez na adolescência no Brasil diante da falta de acompanhamento da gestação e dos impactos a saúde pública e materna.
Concomitantemente,no ano de 1960,a primeira pílula anticoncepcional foi implantada no mercado.De fato,despertando uma verdadeira revolução no mundo.Entretanto,atualmente,diante do conservadorismo familiar,da precocidade sexual e da insuficiência de informações sobre os métodos contraceptivos,muitas jovens brasileiras de 13 a 19 anos enfrentam concepções precoces e de alto risco,devido as mudanças corporais e hormonais dessa fase etária . Sabe-se que a inexistência ou acompanhamento tardio do pré-natal pode acarretar riscos de abortos,nascimentos prematuros e mortalidade tanto da mãe como do feto.Como também,a falta informações sobre os nutrientes e vacinas adequadas na gravidez podem levar ao desenvolvimento incompleto e malformações ao estado mental e físico da criança.
Nesse contexto, diversas jovens brasileiras procuram esconder ou negar a gravidez.Dessa forma,a prática de abortos inseguros torna-se frequente e ameaça a saúde da adolescente diante dos riscos de infecção e da esterilidade permanente.Além disso,grande parte das adolescentes que engravidam abandonam os estudos para cuidar da criança,fato que contribui para o subemprego e para a dependência familiar .Bem como, limitam o desenvolvimento pessoal,social e profissional da jovem mãe.Ademais,o preconceito entre amigos e familiares é outro fator que contribui para complicações emocionais durante a gestação.
Torna-se evidente,portanto,que é necessária a participação das instituições educacionais e da família para promover informações aos jovens.Desse modo, as escolas podem proporcionar campanhas e aulas debatendo sobre os métodos contraceptivos,DST´S e da gravidez precoce.Além disso,os agentes da saúde devem disponibilizar projetos informativos sobre os riscos da gravidez aos familiares e as gestantes,para evitar a falta de informação e de acompanhamento gestacional.Para reverter essa problemática,deve-se criar uma ação conjunta entre agentes da saúde,educadores e familiares para promoverem palestras e reuniões que debatam a gravidez na adolescência e suas consequências emocionais,sociais e financeiras a sociedade brasileira.