Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 29/08/2018

Gravidez na adolescência brasileira

A gravidez na adolescência está cada vez mais sendo discutido na atualidade, tal como suas consequências também. O índice de gravidezes indesejadas ou muito cedo está ganhando destaque nos assuntos do nosso cotidiano, essa realidade permite considerar que medidas devem ser tomadas com a finalidade de que abandonos e abortos não aconteçam mais.

O Instituto de Pesquisa e Estatística Aplicada (IPEA), revela que uma em cada cinco crianças possuem mãe com idade entre 10 e 19 anos, o que demonstra quão altas são as taxas de adolescentes que engravidam precocemente. Por isso, é preciso analisar o contexto familiar e histórico cultural que coíbe a discussão sobre sexualidade, fatores que contribuem para as altas taxas.

Ademais, a influência histórica que a igreja tem sobre a sociedade, inclusive no modo de como é visto o tema “sexo”, faz com que o assunto se torne um tabu. Com isso, acaba escondendo informações que deveriam ser compartilhadas com os adolescentes, que tem iniciado sua vida sexual cada vez mais cedo, isso decorre de que quando há iniciativas de promover a educação sexual em escolas, justamente por considerar que a família não tem feito seu papel corretamente.

Torna-se evidente, portanto que é por meio da educação que a gravidez precoce pode ser combatida, cabendo ao MEC a promoção de palestras com especialistas da área em escolas de nível médio e de debates que instruem a família a importância da responsabilidade sexual. O Ministério da Saúde deve realizar campanhas  de divulgação dos métodos anticonceptivos que são ofertados nas redes públicas de saúde, também  é valida a tentativa de criar um canal na internet informando os jovens sobre a prevenção de DSTs e sobre o uso correto de camisinha e anticoncepcionais, para que qualquer dúvida relacionada ao assunto seja esclarecida.