Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 29/08/2018
A gravidez na adolescência como fato social
A necessidade de reprodução abrange o reino animal. Como um pertencente, o homem também a realiza. No entanto, na nossa espécie, a reprodução sexual não se restringe apenas à procriação, uma vez que o homem também a efetua como realização de prazer. Em meio a esta realidade, as consequências da relação sexuais emergem e, entre elas, a principal: a gravidez. Nas idades mais imaturas, esta questão toma maior ênfase em virtude da fragilidade dos indivíduos.
O sociólogo francês Émile Durhkeim, conceituou como fato social os preceitos de origem externa ao indivíduo, como as convenções gerais, que possuem caráter coercitivo. Sendo assim, Durkheim afirma a formação de padrões de pensamento que norteiam os indivíduos. Desta forma, a gravidez durante a adolescência é vista pela sociedade como aspecto negativo. A adolescência, por sua vez, é um período de amadurecimento e desenvolvimento físico e psicológico, no qual a responsabilidade necessária para conduzir a vida de outrem muda a conduta do indivíduo, tanto quanto, as projeções realizadas para o futuro. Outrossim, nesta fase de desenvolvimento, o jovem, majoritariamente, não conta com condições financeiras de arcar com a gestação e com custos protagonizados por um filho, visto que ainda tem dependência de seus pais. Concomitantemente à gravidez precoce, contrasta a distribuição, por parte do Estado brasileiro, de preservativos nos postos de saúde gratuitamente. Esta última, é o principal meio de prevenção à gravidez indesejada. Ao abdicar ao uso do preservativo, o indivíduo se expõe ao risco do resultado da relação sexual: o desenvolvimento do feto.
No século XXI, a informação é interligada e dissipada rapidamente. Todavia, ainda existem tabus sociais, como a conversa de pais e filhos acerca das relações sexuais. Assim, eventuais resultados do diálogo não se concretizam, como a procura por um médico ginecologista por parte das mulheres em busca de métodos anticonceptivos já existentes no meio médico e, também, a difusão, por parte dos pais, da responsabilidade que acarreta ao indivíduo perante o surgimento de um filho.
Diante dos fatos supracitados, a gravidez na adolescência tem diversas origens. Segundo Émile Durkheim, é um fato social que impõe um olhar negativo por parte da população. Consequentemente, os indivíduos são negligentes perante o uso da camisinha e às consequências de seus atos. À guisa de difundir a conscientização das responsabilidades advindas do nascimento de um filho, o Ministério da Educação deve atuar direta e detidamente às últimas séries de formação dos jovens, ou seja, o Ensino Médio, a fim de alertar os jovens, também, da importância do diálogo na sua própria casa, com seus responsáveis sobre essa questão e, por fim, da importância do preservativo como meio de prevenção.