Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 29/08/2018
O escritor austríaco, Stefan Zweig, afirmou em sua obra literária que o Brasil seria um país do futuro, ou seja, grandes inovações tecnológicas e sociais seriam efetivadas. Entretanto, quando se observa a ascendência nas taxas envolvendo o número de adolescentes grávidas, tal ideário consta somente na teoria e não desejavelmente na prática. Nesse contexto cabe analisar sobre como a esfera familiar e a escassez de reformas no ambiente educandário influenciam na problemática em questão.
É indubitável que a ausência de diálogo por parte da família esteja ligado entre as causas do impasse. Isso ocorre porque, assunto de cunho sexual, na grande maioria, apresentam-se pouco abordado pelos pais, por questões de constrangimentos ou conservadorismo. Com isso, um estudo realizado pela ‘‘Unesco’’ reflete a atual situação no âmbito familiar, pois, conforme a organização, 70% dos jovens relataram não conversar com seus progenitores sobre questões sexuais. Em consequência de tais absentismo, o adolescente, além de ficar em uma situação de desamparo e desenformação, também pode sofrer com outros riscos como o de adquirir alguma doença sexualmente transmissível ou uma gravidez indesejada.
Vale ressaltar, também, que a inexistência de políticas educativas no ambiente escolar atua como agente ativo para o problema debatido. Isso porque, mesmo que a escola seja uma estrutura de grande potencial para a formação de um indivíduo, tal instituição, não apresenta, no Brasil, disciplinas que visam conscientizar, debater, e salientar as consequências sobre a gestação precoce. Com isso, a falta de informação não apenas fomenta pesquisas como a apresentada pelo Ministério da Saúde, onde, no Brasil, a gravidez precoce se tornou um problema social e de saúde pública, mas também, traz outros impasses como transtornos psicológicos, evasão escolar e futuramente, uma difícil inserção ao mercado de trabalho, fomentando assim a questão da desigualdade social.
Logo, mediante ao exposto, medidas são necessárias para combater o imbróglio apresentado. Nesse contexto, cabe ao Governo Federal, em conjunto com canais midiáticos, investir na criação de campanhas que trabalhem com os pais sobre políticas que orientem acerca da relevância do diálogo, sobre assuntos de cunho sexual e seus benefícios. Ademais, convém ao Ministério da Educação promover aulas de educação sexual orientada por sexólogos, onde os mesmo devem ensinar sobre a importância da prevenção, proteção e também das consequências de uma gravidez indesejada, isso a fim de evitar que o impasse em questão permaneça na sociedade brasileira.