Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 27/08/2018
Nas sociedades antigas, o casamento e a gravidez infantil eram considerados normais. Na Grécia, por exemplo, essa prática era muito incentivada. Hodiernamente, no Brasil, os números mostram que essa realidade da antiguidade continua ocorrendo, tendo em vista que o país possui o maior índice de gravidez precoce da América Latina, segundo dados da Organização Mundial da Saúde. Nesse contexto, há dois fatores que não podem ser negligenciados: os prejuízos causados por uma gestação prematura e os motivos que fazem esse problema perpetuar na sociedade.
Em primeira análise, cabe pontuar que a gravidez na adolescência não só traz danos à saúde, mas também sociais. Uma mulher que engravida com menos de 18 anos corre riscos de conceber uma criança enfraquecida, além de debilitar sua própria saúde, o que, muitas vezes, pode levar à sua morte. Essa afirmação é confirmada pela diretora da Organização Pan-americana da Saúde e destaca o perigo da prenhez prematura. Além disso, no que tange aos danos sociais, é possível afirmar que por ter pouca experiência na vida, grande parte das garotas menores de idade não está preparada emocionalmente e psicologicamente para ser mãe. Outrossim, de acordo com dados do Instituto Unibanco, a gravidez nesse momento está diretamente relacionada à evasão escolar e à menor inserção no mercado de trabalho.
Ademais, convém frisar que existem muitas causas que reforçam esse problema. A principal delas é a falta de informação relativa aos métodos contraceptivos. Infelizmente, muitos jovens não os utilizam de forma correta. Um exemplo disso é a pílula do dia seguinte. Por desconhecer o funcionamento desta ferramenta, muitas meninas a utilizam várias vezes dentro de um pequeno período de tempo. O resultado disso é a diminuição de sua eficácia, o que significa maiores chances de se engravidar. Dessa forma, percebe-se a importância de se aconselhar os jovens no que se refere ao uso de contraceptivos. Sendo assim, como já dizia Gandhi, o futuro dependerá daquilo que se faz no presente. Portanto, o Ministério da Saúde deve conscientizar a população acerca da importância da prevenção e do aconselhamento sexual aos mais jovens, sobretudo da família. Essa ação ocorrerá por meio de palestras e feiras em escolas estaduais e dependerá do Governo Estadual no que diz respeito à cessão do espaço para a realização delas. Deste modo, a intervenção tem por finalidade fazer com que o adolescente seja mais consciente no que concerne à sua saúde e, por conseguinte, diminuir os índices de gravidez infantil no Brasil.