Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 21/08/2018

Dados do site G1 apontam para uma queda no número de nascimentos entre jovens de 15 a 19 anos no Brasil e no mundo. Entretanto, esse fenômeno ainda é uma realidade que precisa de uma abordagem cuidadosa e efetiva. Fatores de caráter educacional e social se apresentam enquanto causa e consequência desse dilema na contemporaneidade.

É importante pontuar, de início, a omissão da escola na formação sexual dos seus alunos. À guisa de Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele, afirmação que corrobora a influência dessa instituição na construção da identidade cidadã. A ausência de aulas que vão além das DSTs e abordem temas como a iniciação sexual e a variedade de preservativos, por exemplo, torna a juventude mais vulnerável ao risco de uma gravidez na adolescência. A escola deve abordar não só os conhecimentos teóricos previstos, mas também as situações comuns ao período da puberdade para assegurar uma sociedade mais consciente.

Outrossim, tem-se o desenrolar de uma gestação inesperada nessa idade.  De acordo com o site Acidadeon, 102 meninas se tornaram mães em 2014, na região de Ribeirão Preto. Tal fato é alarmante se levado em consideração problemas como a evasão escolar e o próprio despreparo psicológico para esse acontecimento. Esses impactos requerem um acompanhamento profissional para garantir todo o suporte necessário para que a jovem não tenha seu futuro comprometido.

É inegável, portanto, a relevância de fatores educacionais e sociais para a problemática supracitada. Nesse viés, é dever do Ministério da Educação, enquanto responsável pelo setor, criar uma matéria escolar relativa à educação sexual dos jovens. Tal medida deve ocorrer a partir de aulas ministradas por psicólogos e agentes da saúde, com o intuito de gerar mais conhecimento e familiaridade com o tema. Ainda, é importante que o Estado, a partir dos seus órgãos responsáveis, estabeleça um sistema de atendimento especializado para as grávidas com idade menor que 19 anos. Tendo em vista as especificações desse tipo de gestação, a ideia é oferecer serviços de atendimento para a futura mãe e a família, com o intuito de minimizar os impactos negativos do acontecimento. Somente assim, é esperado uma continuidade na redução desse fenômeno no Brasil e no mundo.