Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 21/08/2018
Hodiernamente, não raro, observa-se através das mídias televisivas e sociais, que o Brasil vem enfrentando diversos problemas relacionados à questão da gravidez na adolescência. São fatores que corroboram para essa problemática à carência informacional de jovens e adultos referente ao assunto, bem como a presença marcante de atos preconceituosos para com as jovens gestantes. Tal cenário pernicioso anseia por atitudes mais efetivas por parte poder público, com o proposito de reportar os numerosos obstáculos frente a temática da gestação precoce.
Como primeira constatação, percebe-se que apreensões associadas à gravidez na adolescência não apenas existem como vem crescendo a cada dia na sociedade tupiniquim. Em virtude disso é fundamental buscar as causas dessa questão, entre as quais, emerge como mais recorrente a falta de orientação dos adolescentes tanto no âmbito familiar quanto no escolar.Isso em ocorre primordialmente devido a escassez de atenção vinculada a vida sexual dos adolescentes, ignorando-se a efetividade dessa prática como também de suas consequências, especificamente a gravidez indesejada ou até mesmo contrair doenças sexualmente transmissíveis (DST’s). Razões essas que operam em um fluxo contínuo favorecendo o desenvolvimento de dilemas sociais com dimensões cada vez maiores.
Ademais, outro ponto que merece atenção está relacionado aos efeitos oriundos desse contexto. Como impacto negativo dessa problemática está a questão da alta taxa de evasão escolar associada à gestação precoce. Tal situação ocorre devido à pratica de atos preconceituosos- como o bullying - direcionados as adolescentes que engravidam ainda no período escolar. Conjuntura essa que torna-se nítida ao analisar os dados apontados por o Ministério da Educação, relatando que 18,1% das mulheres, em instituições de ensino, entre 15 e 29 anos indicam a gravidez como motivo para abandonar a vida estudantil. Desse modo, o Estado visando efetivar o contratualismo social, exposto por John Locke, necessita articular medidas tendo em vista o desejo de mudança.
Diante dos fatos supracitados, cabe ao Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Saúde a promoção de encontros de famílias e profissionais de saúde ,em escolas, objetivando ampliar a carga informacional dos indivíduos, no intuito de tornar a gravidez precoce um assunto de importante debate e não um mero fato social. Outrossim, é papel das Secretarias Estaduais de Saúde, proporcionar atendimento psicossocial, nas unidades de ensino, para jovens gestantes desejando o acompanhamento desse grupo, como também enfrentar os obstáculos promovidos pelo preconceito, como é o caso da evasão escolar. Assim, poderá se pensar em uma realidade diferente da atual.