Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 21/08/2018

No Brasil, a gravidez precoce na adolescência tem apresentado aumentos significativos, visto que de acordo com o Instituto de Pesquisa e Estatística Aplica (IPEA), aponta que uma em cada cinco crianças possui mãe com idade entre 10 e 19 anos. Desse modo, percebe-se que a problemática é persistente. Comprova-se isso não só pelo tabu a cerca do tema, mas também pela ineficiência do sistema educacional ofertado.

Em primeiro lugar, a influência histórica cultural que a Igreja tem na sociedade, principalmente, o modo como o tema sexo é tratado, corrobora para que a questão não seja discutida abertamente na esfera social. Convém lembrar ainda, que muitos pais não conversam com seus filhos, no que diz respeito ao início da vida sexual, acreditando ser um assunto constrangedor e por não se sentirem a vontade.

Além disso, o sistema educacional tem papel fundamental na formação dos jovens e muitas vezes acabam sendo a única fonte de informações, sobre os riscos da gravidez na adolescência e a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. De acordo com o princípio kantiano, o homem é fruto da educação. Seguindo esse raciocínio, investir no sistema de ensino será essencial para mudar o cenário atual.

É necessário, portanto, que o Ministério da Educação em parceria com as escolas abordem o assunto de forma ampla, por meio de palestras e debates com profissionais da área da saúde, sobre os riscos de uma gravidez precoce e os métodos contraceptivos. Ademais, o Ministério da Saúde em parceria com os canais midiáticos, como televisão e rádio, devem investir em propagandas sobre o início da vida sexual e os cuidados com a prevenção, para gerar conscientização não só nos jovens, mas dos pais, para que esses se conscientizem da importância de conversar e instruir seus filhos.