Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 20/08/2018
Denomina-se gravidez na adolescência a gestação ocorrida em jovens de até 21 anos que encontram-se, portanto, em pleno desenvolvimento dessa fase da vida. No Brasil, a falta de controle de natalidade, escasso planejamento familiar e nefastas políticas públicas de educação sexual acabam contribuindo para a cristalização do problema.
A adolescência é um período da vida rico em manifestações emocionais, caracterizadas por ambiguidade de papéis, mudança de valores e dificuldades face à procura de independência. A gravidez nesse estágio da vida pode acarretar em consequências emocionais, sociais e econômicas para a saúde da mãe e do filho. A evasão escolar, riscos de desemprego, ocorrência de problemas durante o parto e falta de apoio familiar/gestacional são alguns dos impactos observados.
A desinformação e a fragilidade da educação sexual são questões problemáticas. As escolas e os sistemas de educação priorizam assuntos referentes a vida acadêmica em detrimento de questões de cunho social. O governo também se limita as campanhas esporádicas que não primam pela conscientização, mas apenas pela informação a respeito de métodos contraceptivos. Ademais, a família enfrenta dificuldade para ter uma conversa a respeito da sexualidade, perpetuando e agravando cada vez mais o problema.
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que a escola desenvolva projetos e palestras que visem a uma educação sexual, com pessoas especializadas no assunto e que possam debater com clareza o tema para que os adolescentes compreendam as consequências negativas diante da negligência de seus atos. O governo deverá investir em campanhas de conscientização ao uso de métodos contraceptivos direcionados aos jovens, para que o uso se torne um hábito comum. Além disso, cabe aos familiares uma conversa a respeito da vida sexual de seus filhos e oferecer apoio para que os jovens sintam-se confortáveis em expô-la.