Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 18/08/2018
A taxa de maternidade precoce de um país indica claramente os níveis de desigualdade sociais do mesmo. Além das questões sociais, a carência de informações e a objetificação do corpo da mulher também são fatores que auxiliam no aumento da gravidez na adolescência.
No Brasil, a taxa de gravidez adolescente é de 68,5, perdendo apenas para a Bolívia e Venezuela, 72,6 e 80,9, respectivamente. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a taxa de fertilidade entre as adolescentes, sobretudo de baixa renda, continuam altas. Isso acontece, muitas vezes, pela falta de planejamento familiar e, principalmente, devido a carência de informações.
O principal vilão das altas taxas de gravidez na adolescência no Brasil é a falta de informação. Apesar de algumas escolas oferecerem palestras sobre a educação sexual, a grande maioria não oferece. Além disso, por vergonha e até mesmo rigorosidade, muitos pais também preferem não abordar o assunto em casa, deixando os jovens a deriva. Em ambos os casos, isso acontece graças a crença de que falando sobre o tema, irá encorajá-los a se tornarem sexualmente ativos. Em consequência, muitos jovens buscam informação em fontes ocultas e, em grande parte, equivocadas, como a pornografia.
Além das causas sociais e informacionais, a objetificação do corpo da mulher também se adequa ao tema. Desde pequenos, somos expostos a propagandas que tornam o corpo da mulher um templo sexual. Como resultado, as jovens, desde pequenas, passam a ver seus corpos meramente como objetos unico e exclusivamente sexuais e aliada a falta de informação, são influenciadas a iniciarem suas vidas sexuais precocemente, causando, em alguns casos, a gravidez precoce.
Em suma, podemos concluir que a causa principal da gravidez na adolescência é a falta de informação. Para solucionar o problema, o Ministério da Educação, juntamente com o Ministério da Saúde, já que a gravidez na adolescência se torna um problema de saúde pública, exijam das escolas que fixem em suas grades horárias a educação sexual. Além de fornecerem aos jovens uma fonte confiável de conhecimento, eles se sentirão a vontade para tirar dúvidas e abordar, de maneira correta, o assunto. Além disso, a escola deve proporcionar aos alunos psicólogos para acompanhamento direto aos jovens e encorajar os pais a conversarem cada vez mais sobre a gravidez na adolescência em casa, pois só poderemos reduzir a taxa de gravidez adolescente conversando abertamente com nossos jovens.