Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 21/08/2018
Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o imbróglio do outro. No entanto, quando se observa a gravidez na adolescência, no Brasil contemporâneo, comprova-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática Nesse cenário, a problemática persiste de farto encargo, seja pela educação sexual ineficiente, seja pelo precoce início da vida sexual das meninas.
Convém ressaltar, a princípio, que a falta de informação está entre as causas dessa temática. Segundo Paulo Freire, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a educação sexual é um tabu, principalmente em meninas. Haja vista que, é comum encontrar adolescentes grávidas cujas mães também iniciaram a vida sexual precocemente ou engravidaram durante a sua adolescência. Portanto, nota-se o reflexo da base educacional - ou a sua ausência - nos parâmetros da sociedade moderna.
Outrossim, destaca-se o início da vida sexual prematura por parte dos jovens como impulsionador do problema. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil tem 68,4 bebês nascidos de mães adolescentes a cada mil meninas de 15 a 19 anos. Desse modo, um dos propulsores são as experiências sexuais precoces observadas em adolescentes em famílias onde os irmãos mais velhos já apresentam vida sexual ativa.
Diante do supracitado, faz-se necessário que o Ministério da Educação ,inclua na grade curricular obrigatória, conteúdos que oriente os jovens sobre Educação sexual, a fim de instruir-los apropriadamente para minimizar o número de adolescentes grávidas. Além disso, é fundamental que o Estado acentue o número de propagandas de incentivo à utilização de métodos contraceptivos e sua importância, seguidamente de palestras em comunidades carentes, a fim de que o tecido social desprenda de certos tabus e que o ideal iluminista não seja meramente teórico.