Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 15/08/2018

Após a Revolução Técnico-científico-informacional, a internet se tornou um dos principais meios de pesquisa e entretenimento, o que facilitou o acesso à pornografia, uma vez que os sites pornográficos podem ser acessados a qualquer momento, gratuitamente, por menores de idade, estimulando a atividade sexual entre os jovens. Nesse contexto, a perigosa gravidez na adolescência ganha espaço, devido à falta de diálogo sobre esse assunto dentro da família contemporânea e à fragilidade da educação sexual dos adolescentes.

A princípio, a conversa sobre assuntos sexuais é um tabu para os jovens e seus responsáveis. Desde o período colonial, por influência de Portugal e seus valores religiosos, a sociedade brasileira possui uma cultura machista e patriarcal dentro das famílias, o que dificulta, por exemplo, uma adolescente de conversar com os seus pais sobre a atividade sexual. Por conseguinte, o sexo passa a ser algo abstruso, impossibilitando a educação sobre esse assunto e facilitando a gravidez indesejada, em que, muitas vezes, os bebês são criados sem estrutura familiar, educacional e financeira, o que aumenta a população carente da sociedade.

Junto a isso, segundo o contratualista John Locke, é dever do Estado garantir a integridade dos cidadãos, todavia o Poder Executivo não efetiva esse direito. Isso decorre da falta de preparo do sistema público de educação, dado que os jovens não recebem ensino e instrução sobre o uso de preservativos em sua grade curricular durante o Ensino Médio. Em decorrência disso, forma-se uma população juvenil despreparada para uma eventual atividade sexual, abrindo portas para a gravidez precoce,  o que coloca em risco a vida de adolescentes grávidas, já que na juventude o corpo humano ainda está em desenvolvimento.

Logo, torna-se evidente que medidas são necessárias para combater a problemática em questão. Em razão disso, cabe a mídia quebrar o tabu do assunto sexual dentro da família, por meio de debates e palestras nos programas de TV, com o intuito de incentivar os pais a conversarem e educarem seus filhos. Ademais, é fundamental que o Ministério da Educação inclua o ensino sobre o uso de preservativos nas aulas de Biologia no Ensino Médio, a fim de preparar a população juvenil para uma eventual atividade sexual. Dessa forma, será possível conscientizar e educar os adolescentes, evitando, expressivamente, a gravidez na adolescência.