Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 14/08/2018

No filme “Juno”, mostra um casal de amigos que após apenas uma relação sexual veio a gravidez, já fora das telinhas é uma realidade no Brasil. Isso acarreta problemas emocionais e sociais para essas jovens que logo após a notícia, se sentem deslocadas.

Em primeira análise, sabe-se que a adolescência é uma fase de grandes transformações, tanto emocionais como físicas. Com isso, milhares de adolescentes engravidam nessa fase, muitas vezes por falta de conhecimento sobre o assunto, como o uso de contraceptivos e a ingenuidade sobre o assunto, o que afetam diretamente a vida dessas pessoas quando começam sua vida sexual ativa. Isso gera um problema social, pois, ao engravidarem muitas desistem dos estudos e viram dependentes de familiares, por conta da má preparação para o mercado de trabalho.

Sob esse viés, segundo a  Organização das Nações Unidas, cerca de 7,3 milhões de jovens se tornam mães a cada ano ao redor do mundo, dos quais 2 milhões são menores de 15 anos, sendo assim uma gravidez que acarreta riscos, já que seu corpo não se encontra devidamente preparado para uma gravidez. Não só isso, é grande a quantidade de meninas que se submetem diariamente a abortos inseguros, usando remédios abortivos ou indo a clínicas clandestinas. Dessa forma, é notório que gera grandes riscos para a saúde dessas jovens, podendo levar até a óbito, pois segundo as pesquisas é um das principais causas de morte materna.

Urge, portanto, que segundo Confúcio “Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros”. Dessa maneira, portanto, se faz necessário o papel da família educando esses jovens, e ensinando sobre os métodos contraceptivos para prevenir uma eventual gravidez indesejada. Além disso, a descriminação do aborto deve ser discutida e levada a pauta no Governo Federal, para que  possa ser descriminalizado ,pois, ao contrário do que a ética da religião diz, é um caso de saúde pública que precisa ser debatido no Brasil.