Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 13/08/2018
Desde o iluminismo , entende-se que uma sociedade só progride quando se mobiliza com o problema do outro. No entanto quando se observa as causas da gravides na adolescência, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela falta de edução sexual, seja pela dificuldade de acesso aos contraceptivos. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tal postura negligente da sociedade.
É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a falta de orientação sobre a sexualidade rompe essa harmonia, haja vista a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (SEDAE) afirma que em São Paulo, no ano 2014, de todas mulheres gravidas 14,5% tinham menos de 19 anos.
Outrossim, destaca-se o difícil acesso aos contraceptivos como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que se a sexualidade se tornar algo mais debatido e deixar de ser um tabu, jovens irão ficar melhor informados alem de procurar se proteger.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de politicas que visem á construção de um mundo melhor. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação (MEC) de instituir, nas escolas, aulas obrigatórias sobre sexualidade alem de palestras regulares com especialistas da área, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.
Destarte, o Ministério da Saúde deve aumentar os pontos de distribuição de contraceptivos