Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 11/08/2018

Desde o Iluminismo, já se sabe -ou se deveria saber- que uma sociedade só avança quando um mobiliza com o problema do outro.Contudo, ao se analisar o crescente número de gravidez na adolescência no Brasil, em torno de 66%, segundo o Ministério da Saúde, é perceptível a diferenciação do ideal iluminista da qual  se faz presente em pleno século XXI apenas na teoria.Logo, é essencial desmitificar tal realidade a fim de que os direitos do cidadão promulgados na Constituição Cidadã em 1988, sejam efetivamente assegurados para o bem-comum entre as pessoas, conforme Rousseau.

Convém evidenciar, a princípio, os fatores socioculturais que exercem grande influência no mundo hodierno.Haja vista que, desde que o mundo é mundo, a mulher era submissa aos desejos do homem, ora no trabalho, ora no ambiente familiar,o que de fato colabora para a primeira colocação do Brasil no índice de gravidez precoce no mundo com 547.564 mil casos, realizado pelo MS em 2015.Diante disso, é imprescindível ‘‘mostrar as pessoas de que elas são mais livres do que os pensamentos errôneos pre fabricados por certos grupos sociais’’, estudo esse elaborado por Michel Foucault. Então, é necessário questionar,conscientizar, a organização social sobre as práticas ‘‘grotescas’’ no Brasil.

Outrossim, em segunda análise, vale ressaltar o nível de universalidade a qual os comportamentos sociais alavancados pela globalização geram um paradoxo no mundo contemporâneo.Uma vez que, enquanto certas pessoas enriquecem, outras permeiam a pobreza,inclusive, na Nação brasileira, fator esse responsável pela gravidez na adolescência, pois o estímulo a educação, a formação acadêmica, pouco  exerce influência no dia a dia dessas pessoas.Além de muitas das vezes ocorrer a desestruturação familiar, na qual o jovem ‘‘foge’’ de sua habitação e ao engravidar fica a mercê dos problemas urbanos, como a violência, o assédio e por fim procura o aborto, ou até o suicídio.Por isso, é mister a proliferação em tornar a- Semana Nacional de conscientização da gravidez nos jovens-, orgânica.

Logo, evidencia-se a necessidade de tornar tal pensamentos errôneos, fatores socioeconômicos, presentes apenas nos livros de história.Para tal, é substancial a colaboração entre as Secretarias de Saúde,Educação, em parceria com os Governos Estaduais, através de Políticas-Públicas, fomentarem o acesso à educação, aos métodos contraceptivos, como a pilula anticoncepcional, ao alcance de todos os cidadãos brasileiros, seja por meio de cartilhas, seja através de campanhas publicitárias nos canais auditivos, para diminuir os índices de gravidez precoce no meio social.Ademais, é fulcral, a assistência familiar nesse processo, em conjunto às ONGS, mobilizarem o apoio a essas jovens mães, pois, quando a cooperação atua em serviço do necessitado, os problemas emocionais, estruturais, entre a mãe e o bebê tornam-se menos prejudiciais.Afinal,’’ toda hora é hora de fazer o que é certo’’,Marthing Luther King.