Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 10/08/2018
Há algumas décadas encontrar mulheres que engravidaram durante a adolescência e com grandes números de filhos era considerado parte da normalidade. Atualmente, no Brasil, mesmos o avanço das políticas de prevenção a gravidez , é evidente que, os adolescentes estão inseridos em um novo contexto com diferentes desafios no âmbito de seus direitos sexuais e reprodutivos.Dentre os principais entraves, podemos destacar à ausência do diálogo familiar e o incentivo ,por setores da sociedade, a ter relações sexuais precocemente, como fatores que envolvem os jovens da atualidade.
De fato, uma vulnerabilidade entre pais e filhos limita o conhecimento sobre sexualidade. Isso é consequência da falta de discussão na família, principalmente, por parte dos pais que acreditam estarem incentivando à iniciação precoce da vida sexual. Uma vez que os pais perdem a oportunidade de preparar seus filhos para ter uma vida sexual saudável , fato este que pode estar relacionando a uma cultura de banalização do sexo fazendo os pais acreditarem que seus filhos não necessitem de orientação sexual. Com efeito, laços familiares frágeis podem permitir o surgimento de uma gravidez não planejada.
Ademais, a erotização do sexo e do corpo pelos meios de comunicação agrava o problema. Isso é acontece devido a grande influência que a internet, a TV e alguns programas de televisão, como o Big Brother Brasil, possuem sobre os jovens que usam seus ídolos como referência para a formação de sua personalidade. Assim, o adolescente acredita ,de maneira ilusória,que poder ter uma vida sexual semelhante a forma que é apresentada na mídia e, além disso, sofre pressão do seu grupo social ou parceiro para que faça sexo sendo uma maneira de aceitação social e amoroso, respectivamente.Como resultado, caso o jovem ceda as pressões e pratique o ato sexual sem uma prevenção eficiente pode levar à gravidez precoce.
Pode-se concluir que, o problema da concepção na juventude não é novo e possuem causas distintas, no entanto, com a mobilização da sociedade será amenizado. Para tanto, o Governo Estadual, mediante a Secretaria da Saúde, deve criar ,e posteriormente realizar campanhas de conscientização,.centros apoio aos jovens que têm problemas no diálogo familiar, assim, médicos e psicólogos poderão orientar pais e filhos esclarecendo os possíveis problemas da falta de uma educação sexual a as medidas a serem tomadas. Por outro lado, o Governo Federal deve inserir ao currículo escolar debates com temas que abordem a vida sexual como uma forma de exercer sua cidadania, fazendo com que os professores informem sobre os perigos de escolher um modelo de vida sexual criado pela mídia e o uso correto de métodos anticoncepcionais.