Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 09/08/2018
Na obra ‘‘O cortiço’’, de Aluísio de Azevedo, realizada em 1890, é descrita, em uma parte da narrativa, uma relação precoce entre um menor de idade e uma mulher madura, ambos apreciam os atos e, como visto no passado, uma relação com grande diferença de idade, também e principalmente, entre homens mais velhos e garotas, era considerada natural. No entanto, hoje, um vínculo desses seria apresentado como crime, o que não faz com que deixe de existir na sociedade. Em contrapartida, os adolescentes do século XXI, reconhecem as próprias intimidades por meio da indústria pornográfica que, pela facilidade de acesso ao conteúdo, jovens de 12 a 19 anos já exploram o conceito do sexo, o que, de outro modo, não viabiliza um benfazejo, pois, a visão superficial acima dos atos assistidos não traz o conhecimento necessário sobre os riscos da gravidez e, por fim, um grande número de jovens de, em média, 15 anos, engravidam e os resultados são o aparecimento de obstáculos na vida social e na saúde da menina.
Sob uma perspectiva, a carência educacional em zonas pobres do Brasil, é o fator limitante para assegurar de que o índice de gravidez precoce é maior do que em regiões urbanizadas. Prova disso é que, por meio de dados constatados pela Organização Mundial da Saúde, é afirmado que a América Latina tem cerca de 6,5% de gestações antes dos 19 anos, ficando atrás, apenas, da África Subsaariana que conta com 10,3%, já, no Canadá, esse número se reduz a 1,1%. Logo, pode-se garantir que o cenário da educação influencia demasiadamente na prevenção da gravidez e, como o Brasil se encontra na posição 35 no ranking mundial da educação, não é espantoso esse cenário ser manifestado.
Além disso, quando se trata do aspecto dos riscos à saúde, as jovens grávidas são alvos consideráveis. Nessa situação, uma menina de 15 anos não tem seu corpo desenvolvido e com capacidade para carregar um bebê, tais problemas como o aborto instantâneo, os efeitos colaterais e os sintomas da gestação, nessa idade, pode, amiúde, não ser suportado pela mãe. No entanto, quando recorrem a ajuda médica a procura de um aborto seguro, essa é recusada em razão do processo ser relatado como crime e, então, utilizam-se do aborto clandestino, o que causa ainda mais danos a saúde física e psicológica da paciente, também podendo levá-la a óbito.
Logo, a problemática deve ser solucionada. Cabe ao Ministério da saúde adotar o conceito do aborto seguro para jovens menores de 18 anos, a fim de evitar pertubações na saúde da garota ao contar com clínicas especializadas de ajuda psicológica e com o oferecimento de tratamento grátis após o processo. Ademais, é suscetível para o Ministério da Educação, promover projetos educacionais para que sejam discutidos a sexualidade e seus pontos relevantes a gravidez nas áreas de baixo índice de escolaridade com intenção de esclarecer à população local sobre os perigos da relação desprotegida.