Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 15/08/2018

Segundo Aristóteles, grande filósofo grego, “Todo homem tem, por natureza, o desejo de conhecer”. Nesse sentido, é possível perceber que a curiosidade é inata ao ser humano, porém necessita ter seu limite bem estabelecido durante o desenvolvimento do indivíduo. No Brasil, no entanto, a falta de educação sexual e a negligência dos pais, tem feito com que a curiosidade dos adolescentes ultrapassem a infância direto para a vida adulta. Dessa forma, tem se tornado cada vez mais comum meninas deixarem os seus brinquedos de lados para cuidarem dos próprios filhos.

É importante destacar a falta de instrução sexual na adolescência. Dizer ao jovem como se prevenir com métodos contraceptivos não é o suficiente, é preciso ensiná-lo também o aspecto social do sexo e suas consequências, como afirma a pediatra Michelle Cretella. A primeira relação sexual é um marco na vida de qualquer pessoa, porém, é necessário possuir preparo emocional para este momento, para que seja um ato consciente e saudável. Por isso, é interessante a promoção de palestras e aulas com sexólogos em escolas, quebrando o  tabu que ainda existe acerca do sexo.

Cabe ressaltar também a grande importância do papel dos pais na vida sexual dos filhos. Segundo Álvaro Rebouças, professor e psicólogo da Universidade Federal de Goiás, a chance de uma menina engravidar precocemente é muito maior em famílias desestruturadas, em que os pais não dão suporte emocional e afetivo. Tanto a ausência materna como paterna podem gerar na criança uma tentativa de suprir a carência deixada pelos pais. Dessa maneira, tudo pode se tornar precoce, desde a prática de relações sexuais, quanto a busca pela independência familiar.

Fica claro, portanto, o quanto é importante que o indivíduo não pule as etapas da vida. As famílias, que são a base de uma sociedade, precisam dar a devida importância à unidade entre os indivíduos que a compõem, a fim de gerar cidadãos saudáveis emocionalmente e socialmente. Dessa forma, o encurtamento da adolescência causado pela gravidez não será mais uma realidade tão frequente e comum na sociedade brasileira.