Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 07/08/2018
Segundo o filósofo Paulo Freire, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Nesse contexto, quando se observa a gravidez na adolescência em evidência no Brasil, constata-se que isso está ligado intrinsecamente à realidade do país, seja pela a insuficiência de aulas na escola sobre a educação de prevenção de gestação, seja pelas desigualdades sociais existentes no país.
As desigualdades sociais existentes no Brasil apresentam-se como relevantes para a gravidez na adolescência, pois pessoas mais pobres estão mais absentes de informação sobre prevenção pois elas possuem menos acesso a educação do que pessoas mais ricas. Segundo a Carissa F. Etienne, diretora da OPAS a gestação afeta principalmente as populações que vivem em condições de vulnerabilidade e demonstram as desigualdades existentes entre e dentro dos países.
É indubitável que a ausência da educação de precaução de gravidez na escola representa um impedimento para combater a prenhez na púbere, pois as garotas que não estão adequadamente informadas sobre prevenção têm mais possibilidade de ter um bebê do que aquelas que conhecem as opções de controle de natalidade. Segundo a doutora Philippa Gordon, os estudantes recebem mais informações nas escolas sobre as doenças transmitidas sexualmente do que sobre o cuidado de prevenir a gestação.
Enfim, se os adolescentes obtiverem mais conhecimentos sobre as opções de controle de natalidade, as taxas de prenhez na puberdade podem diminuir. Destarte, o Ministério da Saúde deve facilitar o acesso aos meios de prevenção da gestação nos postos de saúde através da oferta de anticoncepcionais, preservativos, dispositivos intrauterino e o Ministério da Educação deve promover palestras nas escolas sobre as alternativas de precaução de gestação a fim de minguar essa condição na adolescência.