Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 04/08/2018
Em “Malhação: Viva a diferença”, Keyla é uma adolescente que está grávida, e por isso, precisa interromper sua vida escolar. Infelizmente, situações como essa são bem evidentes no Brasil, seja pela falta de informação direcionada ou até pela própria estrutura em que convive.
O assunto sexo ainda é visto como um “tabu” para ser trabalhado em escolas. Muitas delas até podem falar sobre, mas o essencial não é discutido: o uso adequado das formas de prevenção. Logo, sem essa informação, os parceiros sexuais apresentam maiores chances de engravidar e contrair DSTs.
Ademais, os históricos familiar, social e econômico estão ligados a esse problema. Isso é notado pelo fato de a maioria das gestações nessa fase ocorrer em famílias que vivem em condições de vulnerabilidade, que por conseguinte não possuem um atendimento qualificado e tendo risco de acontecer morte materna.
Fica claro, portanto, que a gravidez na adolescência é um problema no país que precisa ser controlado. As escolas precisam colocar em grades curriculares o ensino sobre o uso adequado dos métodos de contracepção e realizar trabalhos com os alunos sobre esse assunto. Além disso, as famílias juntamente com o MS devem estimular as gestantes a realizarem o atendimento especializado antes, durante e depois da gestação, e este oferecer oportunidades, seja pelo SUS ou não, para aquelas que não tem a adequação exigida. Desse modo, o número de grávidas nessa idade pode diminuir, fazendo com que elas e o próprio país avancem nesse quesito.