Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 04/08/2018
Persistência da gravidez na adolescência
Por muito tempo a gravidez na adolescência era um fator comum na sociedade brasileira,relacionamentos que aconteciam cada vez mais cedo e que ainda prevalecem nos dias atuais. No Brasil essa é realidade é cada vez mais presente ,visto que um dos maiores problemas de evasão escolar estão relacionados a gravidez precoce.Mesmo com tantas alternativas de prevenção a falta de diálogo persiste nas famílias, fixando uma ideia de que falar sobre vida sexual é errado.
A geração de hoje não é igual a geração do ontem,que ambas com problemas diferentes ,de acordo com a determinada época.A posição da mulher na sociedade passou por mudanças,antes predominava a cultura de casar-se nova e viver sujeita ao marido, porém o cenário de gravidez precoce não mudou ,mas a realidade da mulher sim, pois o que antes era cultura se perdeu,hoje a mulher que engravida nova perde a liberdade e poucos são os homens que procuram ajudar.O empoderamento feminino foi o percussor para a mudança na vida das mulheres, que hoje querem ter menos filhos e que tem a liberdade de escolher sua vida, o julgamento da persistência da gravidez na adolescência vem pelas mulheres mais velhas que se revoltam em ver meninas perderem a oportunidade que a época oferece,de trabalhar, e de formar ,uma conquista muito demorada e sofrida pelas mulheres.
A gravidez precoce é um dos problemas que afetam o nível de escolaridade das meninas ,pois segundo a Secretaria de Educação o maior índice de evasão escolar quando é chegada essa fase, sem o estudo o mercado de trabalho fica cada vez mais escasso diminuindo a possibilidade de uma boa condição de vida. A responsabilidade de diálogo sobre a vida sexual do jovem sobre cai a maioria das vezes a escola, uma conversa que deveria acontecer nas casas não acontece ,pois existe um tabu, um conservadorismo ao falar sobre sexo evitando assim que o adolescente tenha conhecimento de métodos de preservação tanto para um gravidez inesperada quanto para doenças sexualmente transmissíveis,nunca ouve diálogo aberto nas famílias brasileiras a um medo dos filhos perguntarem e um receio dos pais em falar sobre e acabar influenciando a pratica cada vez mais cedo.
Relação sexual não pode ser tratada como um crime ou ser ignorado pois é um acontecimento normal, saudável e principal meio de reprodução.Cabe ao Ministério de Saúde em colaboração com o Ministério de Educação criar mecanismos para dialogar com pais e jovens sobre a importância da prevenção e como se prevenir, criando trabalhos que aconteçam obrigatoriamente nas escolas abrindo espaço para sociedade debater a situação das menores gravidas e principalmente influenciando a criação de um diálogo dentro de casa para que seja evitado tanto doenças quanto gravidez indesejada.