Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 02/08/2018

“A vida é como um pêndulo, indo e voltando, entre a dor e o tédio”. Esse aforismo - escrito pelo filósofo alemão Arthur Schopenhauer em seu livro “A Arte de Insultar” - pode ser averiguado se analisarmos a problemática da gravidez na adolescência, no qual o pêndulo tem tendido ao lado da dor. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de jovens que deram à luz passou de 70,9‰ para 64,8‰, o que evidencia uma melhora, mas há ainda vários desafios para solucionar essa questão no Brasil.

Nesse sentido, a sociedade do espetáculo, denominação dada por Guy Debord à sociedade atual, é responsável pela continuidade desse problema, pois nos meios de comunicação é comum a proliferação de conteúdos que incentivam o sexo entre jovens, como o “funk”. Dessa forma, na mídia e, por conseguinte, nas escolas há pouco debate sobre esse tema, o que acarreta em aumento nas taxas de gravidez na adolescência, devido a essa banalização do sexo. Assim sendo, os jovens sentem que conhecem tudo sobre sexo, o que acarreta na piora dessa problemática.

Além disso, o desconforto dos jovens em falarem sobre relações sexuais com adultos e, principalmente, com seus pais agrava ainda mais a questão. Isso se deve a pouca divulgação da importância de debate sobre o tema. Dessa maneira, num país em que 50% dos jovens são sexualmente ativos, a carência de discussão sobre as formas de prevenção acarretam em agravamento do quadro.

Logo, embora tenham havido melhoras, medidas devem ser tomadas para se resolver a questão. Dessa forma, o Poder Público, por meio de uma parceria entre os governos federal, estadual e municipal, deve criar alianças com ONGs que lutam pela diminuição dos índices de gravidez entre adolescentes. Outrossim, as ONGs ficariam responsáveis pela divulgação dos métodos de prevenção nas escolas para que, assim, a falta de discussão nas escolas seja amenizada. Já o Poder Público ficaria responsável pela criação de campanhas publicitárias para serem na mídia em horário nobre que divulguem o tema e, portanto, combatam a pouca discussão entre jovens e adultos do tema. Dessa maneira, o pêndulo que tem tendido para dor pode ser estabilizado.