Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 12/08/2018
Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais refletem na chamada “Modernidade Líquida”, vivida no século XIX. Com o passar do tempo, é visto a evolução da liberdade para falar sobre sexo abertamente. Um bom exemplo disso são as atuais músicas de funk, que diferente do passado, são, muitas vezes, formadas por letras abusivas. Concomitantemente, as jovens são influenciadas pelas melodias, e acabam praticando atos sexuais antes mesmo dos 19 anos.
Em primeiro lugar, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou dados que mostram que há cerca de 70 nascimentos a cada 1.000 adolescentes entre 15 e 19 anos, no Brasil. Com isso fica evidente o quanto os jovens atuais são precoces em relação a atos sexuais. Um dos fatores para tal situação é o avanço tecnológico, que possibilitou, a jovens, um elevado índice de informações a respeito da vida e dos prazeres humanos. Com o acesso a internet, a exposição a pornografias estimulou os menores a saírem do virtual e irem para a vida real, onde eles puderam colocar em prática o que viram e “aprenderam”.
Em contrapartida, no atual Brasil, há regiões onde é extremamente perigoso um jovem andar sozinho nas ruas. Tal ação, leva, todos os dias, várias adolescentes a serem vítimas de estupro, que muitas vezes fazem elas engravidarem indesejadamente. Igualmente, um grande número de meninas adquirem doenças que podem levar até à morte, sendo essa a pior das consequências possíveis, causadas por abusos sexuais. Nesse sentido, o princípio básico do artigo 5 da Constituição Federativa, o direito de ir e vir, é afetado, já que pessoas se sentem mais seguras em suas residências do que nas ruas, que com o tempo serão sinônimo de medo.
Diante do exposto, faz-se necessária a realização de mudanças na sociedade brasileira. O governo deveria investir mais na segurança, para que pessoas, principalmente jovens, tenham liberdade de andar despreocupadas pelas ruas. Simultaneamente, ONGs deveriam - com ajuda dada por empresas privadas - distribuir anticoncepcionais, como por exemplo as camisinhas, principalmente nas escolas de ensino médio - locais onde há maior concentração de jovens - com a finalidade de influenciar e conscientizar todos os tipos de menores a importância do uso desses objetos, que evitam uma série de problemas. Apenas assim, a sociedade jovem, pode desfrutar da vida, e ao mesmo tempo conquistar relações mais sólidas com as pessoas ao redor.