Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 31/07/2018
Nos últimos anos, a incidência de gravidez na adolescência vem aumentando significativamente. De acordo com dados fornecidos pelo IBGE, desde 1980 o número de adolescentes entre 15 e 19 anos grávidas ampliou 15%. Significa que cerca de 700 mil meninas tornam-se mãe a cada ano no Brasil. O combate a este quadro pressupõe uma analise politica e educacional.
Em primeiro plano, vale ressaltar que não se pode culpar exclusivamente as autoridades públicas por esse problema social, pois a parte que lhes cabe, na medida do possível, é eficientemente cumprida. Os postos de saúde, mais numerosos em regiões carentes, facilmente disponibilizam preservativos e demais métodos contraceptivos. Além disso, não são raras as campanhas promovidas através dos meios de comunicação em massa. Dessa maneira, a falta de informação não pode ser alegada como causa principal. No entanto, as autoridades não têm condições de ter o controle comportamental de cada jovem.
Trocar livros por fraldas. Esta, lamentavelmente, é a substituição a que se submetem as adolescentes. Isto se deve à família, que é a parte crucial na formação dos cidadãos, aonde Ela carrega a maior responsabilidade sobre seus filhos adolescentes, pois o jovem reflete em sua vida particular aquilo que vive em seu lar. São inúmeras as relações de parentescos desestruturados nas comunidades carentes (onde há maior ocorrência de gravidez precoce ); muitas vezes oriundas dessa mesma mazela social, com pais negligentes ou preconceituosos. Existem, ainda, aquelas mães que mantêm tabus e censuram qualquer possibilidade de uma franca conversa par um profundo esclarecimento sobre sexualidade a seus filhos.
Urge, portanto, que indivíduos e instituições publicas cooperem para mitigar a problemática da gestação imatura. Os jovens devem compreender que a vida pode ser muito bem aproveitada, porém com responsabilidade. Logo, é necessário que o pape das autoridades continue sendo propagado, através de campanhas, notificações e assistencialismo satisfatorio. A escola, enquanto instituição socializadora, é responsavel por naturalizar os debates acerca da sexualiddade , a fim de romper com mentalidades arcaicas dos individuos. Outras medidas devem ser tomadas, mas, como disse Oscar Wilde : “O primeiro passo é o mais importante na evolução de um homem ou nação”.