Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 31/07/2018

A concretização dos amores platônicos sempre foi algo intangível ao eu lírico ultrarromântico, que dedicava-se a idealizar a pessoa amada. Todavia, contrapondo-se à literatura oitocentista, a descoberta da sexualidade pelos adolescentes de maneira não orientada torna frequentes as ocorrências de gravidez nesse grupo etário em território nacional. Nesse sentido, convém que a necessidade do uso de contraceptivos e as dificuldades da maternidade sejam postos à debate.

Com efeito, os métodos de contracepção devem ser esclarecida à população jovem. O primeiro anticoncepcional feminino foi sintetizado apenas em 1960. Até então, as mulheres dependiam da solicitude seus parceiros em fazer uso do contraceptivo masculino para o controle de natalidade. Logo, é cultural da sociedade brasileira que o público feminino não goza da decisão de engravidar. Diante disso, muitas adolescentes, não instruídas, acabam por não exigir proteção durante o ato sexual, ao mesmo passo que vários homens não se preocupam em utilizá-la. Contudo, já alertava o renomado matemático Pitágoras: “Eduquem as crianças e não será necessário castigar os homens”.

Sob outra ótica, é necessário zelar pelo desenvolvimento saudável de mãe e bebê no pós parto. Isso porque, muitas adolescentes, ao engravidar, são levadas a evadir da escola para dedicar-se aos cuidados com o recém nascido e ainda arcar com o sustento de ambos. Entretanto, sem formação acadêmica, a ascensão no mercado de trabalho é enormemente dificultada, haja vista a exigência de capacitação desse. Nesse contexto, as jovens mamães estão sujeitas a enfrentar dificuldades econômicas, as quais são um empecilho à qualidade de vida delas e de seus filhos, o que deve, pois, ser erradicado, dado que já nos alertava o grande filósofo Platão: “O importante não é viver, mas viver bem”.

Fica claro, portanto, que a fecundidade juvenil precisa ser controlada. Para tal, o Ministério da Educação (MEC) deverá enfatizar, na ementa curricular de Biologia, aulas de orientação e debates acerca da educação sexual, a fim de formar cidadãos conscientes dos métodos de contracepção, além de gerar noções de planejamento familiar. Ademais, O MEC precisa, ainda, auxiliar na formação escolar das mães que não tiveram condições para tal, por meio de um maior fomento à participação do Exame para Capacitação de Competências de Jovens e Adultos, ou ainda da Educação para Jovens e Adultos, para que essa mazela tenha a oportunidade de ascender profissionalmente e garantirem melhores condições de vida. Destarte, esse mal do século será extinguido da nação verde-amarela.