Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 31/07/2018

Consoante ao poeta Cazuza, “Eu vejo o futuro repetir o passado”, a gravidez precoce não é um problema atual. Desde o século XX, quando Aries observou que na Idade Média não havia uma concepção clara de infância,e tampouco de uma fase correspondente á adolescente, essa servitude é uma realidade. De mesmo modo, na contemporaneidade, as dificuldades persistem, seja por negligência governamental ou por falta de orientação familiar.

Convém ressaltar, a princípio que a má formação do desenvolvimento social do brasileiro é um fator determinante para a permanência da precariedade da saúde e da educação para aqueles de baixa renda. É notável, que o poder público não cumpre o seu papel enquanto agente fornecedor de direitos mínimos, uma vez que não proporciona medidas de programas que inclua qualidade de vida e acompanhamento nas instituições escolares. Lê-se, pois, é paradoxal que, em um Estado Democrático, ainda haja o ferimento de um direito previsto constitucionalmente: O direito a saúde e educação de qualidade.

Além disso, outra dificuldade enfrentada pelos jovens é a faltar de apoio por muitos do âmbito familiar, causada pela ignorância e receio de falar sobre sexualidade com seus filhos. Esse desconhecimento produz na sociedade, jovens entre 11 a 19 anos gravidas, sem ter terminado os estudos e mães solteiras.  Desse modo, infere-se que a incapacidade de apoio e orientação dos pais, traz jovens despreparados.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. É fundamental, a criação de ações dentro das escolas: orientando sobre o uso de métodos contraceptivos, distribuição de camisinhas e acompanhamento familiar nas suas fases da vida. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora das condições de saúde e sociais desse grupo.