Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 30/07/2018

Desde a promulgação da Constituição Federal de 1988, sabe-se que a infância é um direito inviolável. Contudo, ao observar a gravidez na adolescência em evidência no Brasil, denota-se que esse direito não é constatado na prática. Com efeito, a problemática compromete o bem estar da sociedade, seja pela fragilidade da educação sexual, seja pela ausência do diálogo familiar.

Convém ressaltar, a princípio, que o Brasil vem enfrentando dificuldades para educar os jovens sexualmente e evitar a gravidez precoce. Com o advento da globalização, a informação tornou-se mais viável e a mentalidade social mudou em resposta à essa transformação. Nesse sentido, transfigura-se normal a intensificação das relações interpessoais entre os jovens brasileiros, que comprometem sua infância ao iniciar a vida sexual de forma imprudente. Conforme a guisa de Lewis, que justapõe o investimento em educação como um retorno garantido, o conhecimento é imprescindível na formação da consciência nos adolescentes. Entretanto, a conjuntura permanece em ênfase devido ao despreparo das escolas proveniente do baixo fomento, o qual é necessário para combater essa realidade.

Além disso, é importante destacar que a família também é indispensável na criação de valores. À vista desse preceito, o biólogo Lamarck afirmou que os seres vivos mudam de acordo com o ambiente no qual estão inseridos. Logo, é dever dos pais dialogarem com seus filhos a fim de garantir a lei prevista pela Constituição Federal, especialmente após a pesquisa explanada pelo site “gauchazh”, a qual mostra que até o término do ensino médio aproximadamente 50% dos estudantes são ativos sexualmente. No entanto, por negligência ou por ética individual, muitos progenitores não fortalecem o aprendizado dos jovens civis, e o reflexo disso está na alta incidência de gestações antecipadas no país.

Impende, portanto, que o direito à infância seja efetivado na prática. Faz-se necessário que o Ministério da Educação solicite uma alíquota anual autóctone da Receita Federal, para contratar profissionais habituados ao comportamento adolescente, como psicólogos, para frequentar escolas semestralmente, com o intuito de explicar os efeitos da gravidez e realizar tutoriais sobre preservativos. No que tange o diálogo familiar, o MEC deve engajar publicidades chocantes na mídia televisiva e virtual, que devem explicar de um ponto de vista biológico como essa realidade afeta a vida dos estudantes e incentive a participação dos pais nas decisões dos filhos. Somente assim a paternidade e maternidade deixará de ser evidência no Brasil.