Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 02/08/2018

A gestação pode ser caracterizada como um evento ímpar na vida da progenitora, além de muito relevante para a formação completa do feto. Todavia, esse mesmo acontecimento pode ser indesejado e acarretar sérios problemas caso ele ocorra de maneira precoce, tendo em vista que a falta de planejamento resulta em consequências para a saúde da adolescente, bem como seu próprio futuro. Desta forma, torna-se importante a mitigação da gravidez durante a adolescência.

De acordo com estudos acerca da medicina, é durante a pré-adolescência e a adolescência propriamente dita que haverá a maturação dos óvulos, formação completa do ovário, desenvolvimento das mamas e maior liberação de hormônios que possibilitarão o preparo para uma futura gravidez no corpo feminino. Além da alta liberação de hormônios no corpo da adolescente, a curiosidade instiga cada vez mais meninas a iniciarem suas primeiras relações sexuais desde cedo, que segundo o psicanalista Sigmund Freud, há relação com o complexo de Édipo, o qual representa a fase em que a criança compreende a distinção de gêneros e tende a se sentir atraída pelo sexo oposto. Dessa maneira, é nítido que apesar de haver um desejo sexual natural na mente juvenil, seu corpo está despreparado para tal ocorrência, podendo prejudicar o desenvolvimento do feto e da mãe.

A questão da gravidez precoce tem se intensificado cada vez mais durante os anos, pois consoante o site A Cidade On, mais de 80.000 adolescentes de até 19 anos engravidaram nos últimos anos, sendo as mesmas apenas de São Paulo. A sétima arte mostra as consequências da imprudência e o drama que tal evento fomenta no filme Juno, no qual a protagonista entra num período de gestação aos 15 anos de idade, tendo de abandonar os estudos intermitentemente e vivendo o sentimento de culpa, sofrimento e angústia que a maioria das jovens grávidas no Brasil vivencia. Por conseguinte, é notório o crescimento de gestantes jovens no país e como isso implica numa sobrecarga psíquica que terá efeitos negativos em suas vidas posteriormente.

Portanto, torna-se imprescindível a atenuação desse fenômeno por poder gerar sérias consequências para a educação da pubescente e de sua saúde. Através das mídias impressas voltadas para o público juvenil, deverá haver a difusão de reportagens e propagandas que incentivem o uso de métodos contraceptivos e os efeitos ruins que a ausência deles causa. Cabe ao Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, promover a direção de filmes, propagandas, curtas e outras manifestações de arte que possam impactar e ao mesmo tempo conscientizar as adolescentes. Além disso, é importante a presença da família, junto à escola, na educação sexual para prevenção disso.