Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 29/07/2018
A gravidez precoce é um problema que vem atingindo cada vez mais a população jovem. No Brasil, vemos a persistência desse problema com o aumento recorrente da taxa de adolescentes gravidas. Por tanto, nesse contexto deve-se analisar como a omissão da família, e a falta de preparo das escolas perante a educação sexual dos jovens influenciam na problemática em questão.
É relevante abordar, principalmente, que a família tem enorme importância no contexto de discorrer sobre sexo com seus filhos, no intuito de informar, alertar e tirar possíveis dúvidas sobre o tema. Porém, isso é algo que dificilmente acontece, diversas vezes por conta da falta de tempo dos pais por estarem no trabalho, como também sendo evitado, ao enxergar o sexo como um tabu.
Cabe reconhecer, também, que as escolas não possuem um preparo adequado para debater tal assunto, que é imprescindível tanto no âmbito social quanto na saúde dos jovens, devido a carência de profissionais específicos que orientem os adolescentes e disseminem o conhecimento sobre educação sexual. Algo, que por conseguinte acaba gerando atitudes irresponsáveis da parte dos jovens, associando seu estilo de vida a relações efêmeras, buscando um prazer imediato sem pensar nas consequências futuras, por fim, realizando o ato sexual sem as devidas proteções, levando a possíveis doenças e uma gravidez indesejada.
Torna-se evidente, portanto, que para a resolução da problemática cabe ao Ministério da Educação (MEC), a normalização e implantação de profissionais especializados em sexologia nas escolas, com intuito de atender melhor os adolescentes perante suas necessidades individuais, retirando suas dúvidas sobre o assunto, dando palestras não só para os alunos como também para os pais, apoiando o dialogo sobre o sexo com seus filhos, e informando sobre a prevenção dos possíveis riscos de doenças sexualmente transmissíveis e gravidez precoce.