Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 29/07/2018
Dados que clamam por medidas
Até o início do século XX, gravidez na adolescência era visto como ato normal pela sociedade, visto que não existiam métodos contraceptivos. Entretanto, hoje, mesmo com os diversos métodos disponíveis para inibir uma gravidez indesejada, e com os diversos canais de comunicação, ainda é alto o índice de adolescentes que engravidam antes de concluir o preparo do corpo para receber uma gestação. Nesse contexto, deve-se analisar como a omissão familiar e a negligência estatal contribuem para a cristalização do problema.
De inicio, é notório que a ausência de diálogo familiar é um dos motivos que levam uma menor de idade a gravidez. Esse incidente acontece porque, após a primeira menstruação, os pais não alertam suas filhas sobre a possibilidade de fecundação desde o início das primeiras relações sexuais. Por conseguinte, notam-se adolescentes praticando sexo sem prevenção, onde o prazer e diversão pode trazer a interrupção de um futuro promissor. Em decorrência desse problema de saúde publica, constatam-se meninas grávidas com o corpo ainda em formação, cuja estrutura física não é suficiente para gerar um feto. Em consequência, a criança pode nascer com a saúde frágil e até levar à mãe a morte.
Em paralelo, a falta de políticas públicas é outro motivo que levam as inexperientes a gravidez de “primeira viagem”. Segundo a OMS, a mortalidade materna é uma das principais causas de morte de adolescentes e jovens na América Latina. Essa triste realidade acontece porque esse tema é pouco discutido nas escolas, além disso, os órgãos públicos pouco investem na conscientização da sociedade. Prova disso, é a falta de palestras na televisão de rede aberta e nas redes sociais. Consequentemente, a gravidez pode trazer interrupção dos estudos, desemprego e pobreza.
Torna-se evidente, portanto, a indispensável presença de medidas públicas e sociais para atenuar a problemática. Para isso, cabe ao ministério da educação implantar esse tema na disciplina de biologia desde a quinta série do ensino fundamental e distribuir, através de cartilhas, perguntas e respostas acerca dos cuidados que se devem ter ao iniciar praticas sexuais, ao ministério da saúde, por sua vez, deve distribuir não somente camisinhas, mas também anticoncepcionais em postos de saúde, escolas, terminais de ônibus e estações de metrô. Ademais, é dever das famílias orientar as adolescentes como usar os métodos contraceptivos e deixa-las cientes de possíveis consequências que uma gravidez na adolescência podem trazer. Assim, a realidade das adolescentes até o início do século XX vai ficar apenas nos livros de história. Como dizia Platão, “o importante não é viver, mas viver bem.”