Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 28/07/2018
Relativo à gravidez na adolescência é possível afirmar que está se tornando cada vez mais comum na sociedade contemporânea, pois os jovens estão iniciando a vida sexual mais cedo, é o que aponta a pesquisa Mosaico 2.0 da Faculdade de Medicina da USP, em que os jovens iniciam sua vida sexual entre 13 e 17 anos de idade. Nesse cenário, a gestação precoce envolve problemas físicos, emocionais e sociais, tanto para a mãe, quanto para o bebê, por isso é necessário analisar o contexto familiar no que tange a educação sobre sexualidade.
Convém destacar os inúmeros efeitos da gravidez precoce, primeiramente, nessa fase da vida o corpo da menina está em transição entre a infância e a vida adulta, ou seja, não está totalmente formado biologicamente nem fisicamente para gerar uma criança, o que aumenta os riscos durante a gestação. Além disso, há os impactos emocionais e sociais, uma vez que, eles não têm maturidade para cuidar de outra criança e, também, muitos são obrigados a abandonar seus estudos e ficam sem perspectiva de um futuro melhor.
Ademais, a gravidez precoce está associada a grupos de maior vulnerabilidade social, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que aponta a maior concentração de gestação indesejada nas regiões norte e nordeste, entre meninas negras e com baixa escolaridade. Nesse sentido, os jovens vivem em famílias desestruturadas e com isso crescem sem aporte familiar, além do mais, a baixa escolaridade é um fator desencadeante para o aumento no índice de gravidez na adolescência, uma vez que, os jovens não veem na educação uma possibilidade de progresso na vida.
A fim de mitigar os problemas que envolvem a gravidez na adolescência, algumas ações são necessárias. Cabe primeiramente aos pais conversar com seus filhos sobre educação sexual, além disso, compete também à escola discutir o tema, por intermédio de palestras, com a finalidade de informar e sanar as dúvidas dos alunos. Para isso é preciso que o Ministério da Educação disponibilize para as escolas folhetos informativos e vídeos educativos sobre o assunto para que os professores tenham material para disponibilizar para os alunos e pais. Assim, será possível, minimizar o índice de gravidez precoce na adolescência e seus efeitos na vida dos jovens.