Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 27/07/2018

Na mitologia grega, Sísifo foi condenado por Zeus a ter que rolar uma enorme pedra morro acima eternamente. Todos os dias Sísifo atingia o topo, contudo era vencido pela exaustão, assim a pedra voltava à base. Atualmente, o mito grego assemelha-se à luta diária dos adolescentes que engravidam na flor da idade. Infelizmente, essa é uma realidade no Brasil a qual ocorre devido a não só pela negligência governamental, mas também pela falta de diálogo dos pais.

A constituição cidadã de 1988, lei maior do país, deveria servir para cuidar da sociedade, entretanto isso não é uma realidade. Segundo Aristóteles em seu livro “Ética a Nicômaco” a política, por meio da justiça, deve atuar para que a felicidade seja alcançada, logo verifica-se que esse conceito encontra-se deturbado no Brasil à medida que a gravidez, em uma fase que deveria ser dedicada aos estudos, é realidade no país. Consequentemente, centenas de jovens que deveriam estar na escola se preparando para a vida, acabam por abandoná-la, pois conciliar maternidade e escola é quase impossível.

Outrossim, a falta de educação colabora à existência da gravidez infantil. Tristemente, a ignorância dos pais faz com que muitas crianças tornem-se mães, sendo que é papel deles educar e orientar os jovens sobre a sexualidade afim de evitar que eles sejam levados pelo impulso, pois segundo Freud em seus estudos sobre desejos e impulsos humanos o indivíduo que não tem informação é mais propenso a tomar atitudes erradas.

É necessário, portanto, a atuação da sociedade para mudar esse cenário. Cabe a ela se organizar e usar a escola para fazer palestras e seminários afim de educar os pais sobre o papel deles para com os filhos, além de propor ,através de atividades lúdicas, educar os jovens sobre a sexualidade. Assim, elas poderão se distanciar da semelhança com o mito grego.