Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 26/07/2018
É consenso, em meio as configurações sócio econômicas brasileiras, o impacto da gravidez na adolescência no Brasil e seu possível caráter destrutivo e inercial na vida dos envolvidos. Entretanto, se quisermos estabelecer uma linha que conduza através do problema e o resuma, é necessário sintetiza-lo em duas questões fundamentais: o estrato social mais afetado e as implicações da gravidez precoce na vida das mães jovens e de todo seu círculo social.
Nesse contexto, é de suma importância perceber os traços sociais que majoritariamente afetam os envolvidos em tal fenômeno social. Geralmente descendendo de famílias de baixa renda e desestruturadas, os jovens não tem acesso a informação que, além de envolver o tabu de se falar de sexo em dois fundamentais âmbitos sociais: escola e família, envolve também a falta de campanhas mais efetivas e que consigam de fato se comunicar com o público alvo de forma clara e direta, assim como a dificuldade de acesso a meios contraceptivos nessa idade.
Da mesma forma, a falta de sensibilidade dos jovens quanto ao efeito que uma gravidez inesperada pode trazer para a vida de uma pessoa que ainda não tem pleno controle de sua vida é preocupante: problemas de saúde, evasão escolar e até mesmo abandono paterno, que se acentua ainda mais quando envolve pessoas jovens, perpetuando a desigualdade de gênero já que, tradicionalmente, em nossa sociedade machista, a mãe fica responsável pela criação da criança.
É incontrovertível que, diante de tais constatações, é necessário uma ação conjunta da escola, da família e do Estado por meio do Ministério da Saúde na criação de campanhas mais efetivas, na abertura do diálogo e na conscientização dos jovens para tal assunto, para que se obtenha reflexos positivos não apenas na vida dos jovens e no seu círculo social como também em toda a sociedade.