Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 26/07/2018

Segundo a filósofa alemã Hannah Arendt em “A banalidade do mal”, o pior mal é aquele visto como algo corriqueiro e cotidiano. Sob essa ótica, ao observar-se os diversos problemas relacionados à gravidez na adolescência no Brasil, percebe-se que o pensamento de Hannah é constatado tanto na teoria quanto na prática e a problemática segue instrínseca à realidade do país. Nesse sentido, convém uma análise da influência da falta de informação e o descaso governamental no impasse.

É indubitável a que desinformação esteja entre as causas da questão. Por conta do desconhecido dos jovens a respeito das consequências provenientes de uma gravidez precoce, muitos deles ( 87% segundo o G1) banalizam o uso de métodos contraceptivos como, por exemplo, preservativos e anticoncepcionais. Por efeito, segundo a BBC, a taxa de concepção precoce aumenta 4% ao ano. Nesse contexto, para o pensador Paulo Ursaia, a desinformação é uma faca que fere a consciência humana.

Outrossim, outro ponto de merecida atenção está ligado ao descaso do Estado. Por carência de medidas efetivas, é de praxe que o número de casos de gravidez imatura apresentem uma tendência de crescimento percentual. Prova dessa ineficiência, está nos dados divulgados pelas Secretarias de Saúde, onde 6 das 9 prevenções adotadas não surtiram resultados satisfatórios. É necessário uma intervenção fundamentada, pois para o escritor Peter Drucker, eficácia é fazer as coisas certas.

Infere-se, portanto, que o Ministério da Saúde deve, por meio da mídia, propagar documentários onde se demonstrem os efeitos negativos de um possível descuido sexual, com o intuito dos jovens não mediocrizarem o uso de contraceptivos. Ademais, para o médico Jonas Salk, a recompensa de um trabalho bem feito é não precisar fazê-lo novamente. Destarte, as Secretarias de Saúde, em parceria com ONGs assistencialistas, devem por em discussão meios de previnir, da forma mais magistral possível, os casos de gravidez precoce. Desse forma,  os índices de natalidade imatura serão reduzidos e a sociedade, como um todo, colherá os benefícios.