Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 26/07/2018
Em todo o Brasil, os problemas relativos à gravidez na adolescência remetem a contextos de ignorância, crise axiológica e naturalização do ato sexual. Nesse ínterim, o notório crescimento da gestação precoce sinaliza a forma como está crescendo a futura geração do país. Decerto, buscar uma solução para tal dilema social é dever coletivo, urgente e irrevogável. Afinal, para o psicanalista Sigmund Freud, " a juventude é a fase de maior vulnerabilidade em todo processo de desenvolvimento dos seres humanos".
A priori, para a Psicologia Brasileira, debater sobre sexo ainda é um entrave para a maioria das famílias do país. Nesse bojo, a ausência de informação a respeito da ação sexual culmina em imprudência e aumento de jovens grávidas. Assim, segundo o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), 76% das adolescentes que engravidam abandonam a escola. Em decorrência disso, é evidente que o desenvolvimento psicossocial dos indivíduos que ocupam essa situação fica ameaçado, além de comprometer o atendimento às necessidades básicas que necessita um recém-nascido.
Além disso, outro destaque para o agravamento do contexto é a naturalização do sexo. Nesse sentido, principalmente em regiões menos favorecidas economicamente, o ato é visto como algo banal e torna a gravidez precoce como uma consequência cotidiana. Segundo a Teoria Reformista, a pobreza implica em altos índices de natalidade. Desse modo, o distanciamento e negligenciação de ações governamentais em regiões periféricas impulsiona o número de jovens grávidas, sendo 1 em cada 5 crianças filha de adolescente, de acordo com o DATASUS.
Torna-se evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas para reduzir os alarmantes números de gestantes jovens no Brasil. Dessa forma, é deveras importante que o Ministério da Educação, em parceria com ginecologistas e professores, por meio das escolas e espaços públicos, promovam debates com pais e alunos acerca de DSTs e gestação, quebrando o medo da família em discutir sobre a temática. Ademais, o Ministério da Saúde, por meio de postos de saúde e Unidades de Saúde da Família, deve intensificar a campanha de prevenção em regiões com altos índices de gravidez precoce, promovendo o debate com a sociedade da localidade, a fim de conscientizar de forma efetiva sobre o uso de preservativos. Assim, as altas taxas de gestantes adolescentes irão reduzir.