Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 25/07/2018

A banalização do sexo pela mídia e falta de diálogo sexual tanto em casa como nas escolas traz consequências para toda sociedade. No Brasil, segundo pesquisas realizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada cem gestações, sessenta e cinco são de garotas entre 14 e 15 anos de idade. Nesse caso, deve-se analisar como a ausência da educação sexual e a influência da mídia contribuem para permanência dessa problemática.

A falta de educação sexual é o principal fator para a permanência do problema. Segundo a psiquiatra e criadora do Programa de Estudos em Sexualidade da Universidade de São Paulo, Carmita Abdo, a melhor educação é aquela que se desenvolve no núcleo família. Desse modo, o melhor seria que os pais conversassem com seus filhos, mas por não se sentirem à vontade ou habilitados para isso, acabam passando essa função para a escola. Como consequência, cada vez mais os jovens começam a vida sexual com o mínimo de informação.

Além disso, nota-se, ainda, que existe uma alta quantidade de conteúdo sexual veiculado pela mídia. Em razão disso, cada vez mais cedo os jovens estão tendo contato sexual. Segundo noticiado no Jornal USP, os adolescentes iniciam a vida sexual entre os 13 e 17 anos de idade. No entanto, a falta de maturidade e banalização do sexo pela mídia, que mostra que a prática não traz nenhum resultado negativo, faz com que eles não se previnam. Como resultado, percebe-se um aumento dos casos de gravidez precoce e doenças sexualmente transmissíveis.

Dessa forma, medidas se fazem necessárias para resolver a problemática. O MEC deve implantar nas escolas de ensino médio palestras sobre educação sexual, para pais e filhos, que serão ministradas por professores capacitados com intuito de alertar os pais sobre a importância do diálogo em casa e os jovens sobre os perigos que o sexo desprotegido pode trazer. Dessa forma, tornando a gravidez precoce quase que nula.