Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 25/07/2018
A gravidez na adolescência é mensurada por meio do número de garotas grávidas com idade entre 15 e 19 anos. No Brasil, essa taxa é de 68,4 meninas gestantes a cada mil, umas das maiores do mundo, o que demonstra a necessidade de conhecer os motivos que desencadeiam em valores tão altos. Para compreender melhor a temática é importante que aspectos informacionais e educacionais sejam abordados.
Em primeira análise, quando a pediatra Phillepa Gordon afirma que os jovens que não possuem informações suficientes sobre métodos contraceptivos têm maior chance de engravidar, ela ratifica a importância do conhecimento para evitar o problema. No Brasil, alguns meios para prevenir a gravidez são distribuídos gratuitamente em postos de saúde, porém, além de disponibilizar é importante que os adolescentes saibam como devem utiliza-los. Dessa forma, é comum que o jovem saiba do risco da gravidez precoce, mas não saiba como adquirir ou utilizar os métodos para evitá-la. Logo, a ausência de informações adequadas sobre as maneiras de se evitar a gestação, e de meios de ter acesso a esses métodos, são pontos que contribuem para números tão elevados de garotas grávidas no Brasil.
Outrossim, Paulo Freire, pensador contemporâneo, quando fala sobre a importância da educação na construção da sociedade, ele corrobora para o fato de que grande parte dos problemas sociais podem ser resolvidos com o conhecimento. Assim, muitos adolescentes não recebem educação adequada sobre sexualidade e alguns imaginam que o simples fato de não ejacular na parte interna do órgão sexual feminino seja suficiente para prevenir a gravidez. Esse tipo de conhecimento é construído devido a inadequada formação educacional fornecida na escola e no meio familiar. A consequência são jovens que imaginam estar se prevenindo contra a gravidez quando na verdade não estão.
Deve-se contatar, portanto, que a gravidez na adolescência é um problema grande e multifatorial no Brasil. Visando amenizar essa questão o Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Saúde, deve promover campanhas educacionais nas escolas, por meio de palestras, e também informar sobre a disponibilidade de métodos contraceptivos no SUS. Além disso, debates sobre sexo deveriam receber uma carga horária mais extensa em todas as fases da vida escolar. Dessa forma, a sociedade estará trabalhando em conjunto para, de fato, minimizar o problema.