Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 24/07/2018

Polly, personagem da obra ficcional cinematográfica Riverdale, é uma adolescente que passa a ter grandes desafios por ter engravidado na adolescência. Este é um quadro comum na sociedade brasileira, que tem sua taxa de gravidez na adolescência maior que a média da América Latina, que é de 65,5.  Ainda assim, podemos alterar esse cenário que tem suas raízes nas portas de oportunidades longe das moças pobres, na moralidade social e na pressão de outros jovens.

Por certo, a falta de oportunidades para as jovens de classes mais baixas as tornam vulneráveis a uma gravidez. Afinal, muitas meninas, sem perspectiva, veem uma chance de ascensão financeira na concepção de um filho. Todavia, isto acarreta a elas sérios prejuízos emocionais e psicológicos.

Também, a falta de informação se materializa facilmente em uma gravidez na adolescência. Observa-se que a maioria dos pais se rejeitam a ensinar a seus filhos a respeito de relações sexuais e métodos contraceptivos tendo em vista a moralidade social. Assim, muitos adolescentes, por não saberem como usar ou adquirir anticoncepcionais, os deixam de lado no ato sexual.

Conforme já afirmava Aristóteles, somos seres políticos e sociais, portanto, é natural de todo ser humano, incluindo as adolescente, o desejo de ser benquisto no seu ambiente de convivência. No entanto, essa necessidade, ao ultrapassar a racionalidade de muitas jovens, levam-nas a ter uma vida sexual ativa precocemente para serem aceitas por colegas de escola ou faculdade.

Em suma, a taxa de gravidez na adolescência no Brasil é alta, mas pode diminuir representativamente. Para tanto, se faz necessário a criação de programas pelo Ministério da Educação que ajudem a gerar oportunidades para os jovens de baixa condição financeira, como também, capacitá-las profissionalmente para entrarem no mercado de trabalho. Também, a escola junto com a família e o Ministério da Saúde, por meio de palestras e da mídia, deve ensinar aos adolescentes como usar anticoncepcionais para evitar uma gravidez indesejada. Ademais, as escolas devem oferecer psicólogos para ajudarem os jovens a lidar com as pressões da adolescência que os cercam e que podem um prejuízo sem retorno a suas vidas.