Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 23/07/2018
O filme ‘‘Preciosa’’, retrata a condição de milhares de mulheres ao redor do mundo, trazendo não só o problema da gravidez na adolescência, mas também o dia a dia de quem sofre com esse mal. Nesse contexto, o Brasil com sua imensidão territorial abriga, seja pela ignorância do povo sobre, seja pelos conflitos internos da família brasileira, esses entraves sociais que desestabilizam vidas, fazendo-se urgente suas eliminações do cotidiano para sempre.
Primeiramente, dados indicam que em dez anos(2005-2015) os índices de gravidez infantil quase não diminuíram no país. Segundo a reportagem ‘Sinto saudade de ser criança’ do site BBC Brasil, meninas de idade entre dez e 14 anos de Autazes (AM) não possuíram a orientação necessária para a vinda de um bebê. Entrevistada, Maria, jovem de 15 anos, contou que não teve de seus pais e nem da escola as mínimas indicações sobre o mundo adulto, e portanto acabou sendo mãe aos 13 anos de idade. Dessa forma, percebe-se que a inexistência de um caminho para guiar os jovens quanto ao mundo adulto implica na adversidade da gravidez precoce.
Outrossim, os problemas familiares, mais especificamente o afastamento dos filhos do conjunto, formam o segundo transtorno para ir contra a essa tribulação social. De acordo com a Fundação Maria Cecília, no mundo são 15 milhões de meninas que, anualmente, casam-se antes dos 18 como uma solução ao abandono das famílias -que não aceitam a gravidez das filhas. Para esse cenário, a legislação brasileira ajuda, pois em caso de gravidez o matrimônio é permitido em qualquer idade. Desse modo, infere-se que essa situação seria o contrário do ideal, afinal é da família que deve-se vir o apoio e cuidado, e por não estar de acordo, a geração passada deixou o problema se prolongar na atual, através das brigas familiares, passando assim de mãe para filha.
Destarte, com base nos preceitos apresentados, conclui-se que é preciso tirar os cidadãos da escuridão da ignorância. Nesse viés, para acabar com esse problema é imprescindível que o Ministério da Educação atue ora distribuindo nas escolas de todo o país, panfletos sobre o corpo humano e para que servem os preservativos, ora levando psicólogos a falar com os alunos sobre a vinda da maioridade e as mudanças do corpo, isso aliado ao poder econômico do Executivo. Por fim, é vital que o mesmo órgão governamental promova encontros entre pais e filhos, com o auxílio de escolas locais, onde ,supervisionados também por psicólogos, farão um desabafo um para o outro, no intuito de entrelaçar ainda mais os laços familiares, acabando com possíveis problemas ‘‘hereditários’’, assim, por meio dessas ações o problema da gravidez na adolescência será sanado.